A região metropolitana do Rio de Janeiro registrou, em 2025, o maior número de feminicídios ou tentativas de feminicídio cometidos por agentes de segurança nos últimos oito anos, segundo levantamento do Instituto Fogo Cruzado.
Somente neste ano, nove mulheres foram vítimas desse tipo de crime, o que representa quase 47% das vítimas de feminicídio ou tentativa na região. Entre os casos, destaca-se o da técnica administrativa Jaqueline Rafaela, de 51 anos, morta a tiros pelo marido, sargento da Polícia Militar, dentro de casa no Terreirão, favela do Recreio dos Bandeirantes, Zona Sudoeste do Rio, em 17 de outubro. A motivação, segundo a polícia, teria sido uma crise de ciúmes.
Desde 2017, pelo menos 26 mulheres foram vítimas de feminicídios ou tentativas cometidos por agentes de segurança no estado, sendo 17 delas mortas. O levantamento do Fogo Cruzado mostra a evolução dos casos nos últimos anos:
- 2017: 2 mulheres feridas
- 2018: 1 mulher morta
- 2019: 2 mulheres baleadas – 1 morta e 1 ferida
- 2020: 1 mulher morta
- 2021: 3 mulheres mortas
- 2022: 1 mulher morta
- 2023: 6 mulheres baleadas – 3 mortas e 3 feridas
- 2024: 1 mulher ferida
- 2025: 9 mulheres baleadas – 7 mortas e 2 feridas
O Instituto Fogo Cruzado utiliza tecnologia para produzir dados abertos sobre violência armada, fortalecendo a democracia e promovendo a preservação da vida. A metodologia própria do instituto gera mais de 50 indicadores inéditos sobre violência em regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Recife, Salvador e Belém.
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