A professora acusada de agredir um aluno de 4 anos em uma escola particular de Caxias do Sul (RS) foi desligada da instituição após a direção analisar imagens de segurança. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul.
As câmeras de monitoramento da Escola Infantil Xodó da Vovó flagraram o momento em que a mulher bate na criança com uma pilha de livros. Na gravação, feita na última segunda-feira (18), é possível ver o menino chorando após a agressão. A professora ainda dirige palavras ofensivas à criança antes de limpar sua boca com um pano e levá-lo para fora da sala, dizendo: “Vem lavar tua boca”.
🚨 Professora é filmada agredindo criança de 4 anos com livros em Caxias do Sul. Leonice Batista dos Santos, de 49 anos, poderá responder por tortura. A investigação da delegada Thalita Giacomiti Andriche apura todas as circunstâncias do caso. #CaxiasDoSul #ViolênciaInfantil pic.twitter.com/AO7f5Mcbfs
— Diário da Guanabara (@diarioguanabara) August 22, 2025
A família do aluno procurou atendimento odontológico, e o exame revelou o afrouxamento de seis dentes, o que levantou dúvidas sobre a explicação inicialmente dada pela professora: ela havia dito à direção que o menino caiu no banheiro, e chegou a enviar uma foto para justificar o machucado. Após o diagnóstico, os pais pediram que a escola analisasse as imagens das câmeras.
A direção da escola confirmou a agressão após revisar o material e afirmou ter agido prontamente. “A profissional foi imediatamente afastada, as autoridades policiais comunicadas e a família da criança está recebendo todo o apoio necessário”, diz a nota divulgada pela instituição.
O diretor e proprietário da escola, Cristhian Segatto Ferreira, relatou surpresa com o ocorrido. Segundo ele, a professora trabalhava havia seis anos na unidade e era considerada de confiança, sendo responsável inclusive por abrir a escola todos os dias. “Sempre foi descrita como carinhosa e querida pelos alunos”, afirmou. Ainda segundo Ferreira, a educadora não demonstrou reação ao ser confrontada com o vídeo.
O caso foi registrado inicialmente como lesão corporal. A delegada responsável pela investigação, Thalita Andrich, explicou que a tipificação legal definitiva dependerá do andamento das apurações. “Inicialmente foi registrado como lesão corporal, mas, de acordo com as circunstâncias do fato e a conclusão a que se chegar na investigação, é que chegaremos à tipificação legal definitiva”, declarou.
A escola e a família da criança registraram boletins de ocorrência no mesmo dia do episódio. A Polícia Civil segue apurando o caso.
*Compartilhe esta reportagem do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.












