Entre desfiles, blocos e o intenso movimento de turistas, o Carnaval do Rio representa também uma maratona de trabalho para milhares de ambulantes. Muitos passam a noite inteira nas proximidades da Marquês de Sapucaí em busca de renda extra e enfrentam o desafio de garantir segurança e cuidado aos filhos durante a jornada.
Para atender essa demanda, a prefeitura disponibiliza um espaço de convivência destinado a crianças de 4 a 12 anos cujos pais trabalham no entorno do Sambódromo. A iniciativa funciona das 18h às 6h, oferecendo jantar, café da manhã, local para descanso, atividades recreativas e acompanhamento de equipes especializadas.
A secretária municipal de Assistência Social, Martha Rocha, destaca que o serviço contribui não apenas para tranquilizar os responsáveis, mas também para proteger as crianças e prevenir situações de vulnerabilidade, incluindo exploração do trabalho infantil.
Segundo ela, o ambiente estruturado permite que pais e mães exerçam suas atividades com mais segurança, enquanto os filhos permanecem acolhidos.
Outra frente de atuação é a campanha “Dispersão não é lugar de diversão”, realizada na área da Praça da Apoteose. A ação orienta o público sobre os riscos da permanência de crianças na região de dispersão das escolas de samba, onde há circulação de carros alegóricos, equipamentos pesados e guindastes.
Educadores e assistentes sociais abordam pais e responsáveis para reforçar a importância da supervisão constante.
A iniciativa integra o conjunto de medidas adotadas pelo município para que a festa ocorra com segurança, não apenas para quem desfila ou assiste, mas também para quem trabalha nos bastidores do maior espetáculo da Terra.
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