Uma construção de quatro pavimentos desmoronou na noite de quarta-feira (23 de setembro), no Morro do Cantagalo, na Zona Sul do Rio de Janeiro.
A queda provocou uma grande nuvem de poeira, espalhou escombros pela rua e assustou moradores que estavam nas proximidades. Apesar da gravidade da ocorrência, não houve registro de feridos.
O imóvel ficava na Rua Saint Roman, em um dos acessos à comunidade do Pavão-Pavãozinho. Segundo o prefeito Eduardo Cavaliere, a edificação era irregular e havia sido interditada pela Defesa Civil Municipal no início de setembro, após denúncias de moradores.
A estrutura também estava em processo de demolição, mas acabou desabando antes da conclusão dos trabalhos.
O episódio mobilizou equipes de emergência e profissionais da Prefeitura para avaliar as condições do terreno e verificar possíveis riscos às construções vizinhas.
Câmeras registram momento em que estrutura desmorona
Vídeos gravados por moradores mostram a construção cedendo e uma densa nuvem de poeira tomando conta do local.
Nas imagens, pessoas aparecem correndo para se afastar da área atingida, enquanto partes da edificação caem sobre a via.
Os destroços ficaram próximos a outras residências, aumentando a preocupação com a estabilidade dos imóveis ao redor.
O desabamento ocorreu em uma região de ocupação adensada, onde diferentes construções estão localizadas muito próximas umas das outras.
Apesar da dimensão da queda e do susto provocado entre os moradores, as autoridades confirmaram que ninguém ficou ferido.
Imóvel havia sido interditado após denúncias
A situação da construção já era acompanhada pela Defesa Civil Municipal.
De acordo com Eduardo Cavaliere, moradores haviam comunicado possíveis problemas na estrutura, o que levou à realização de uma avaliação técnica e à interdição do imóvel no começo de setembro.
Após a identificação das irregularidades, a Prefeitura iniciou os procedimentos para a demolição da edificação.
O prédio, entretanto, veio abaixo antes que a retirada da estrutura fosse concluída.
O prefeito também chamou atenção para os riscos de construções que recebem novos pavimentos sem autorização ou acompanhamento técnico adequado.
A preocupação é que essas ampliações possam comprometer a estabilidade das edificações e colocar em perigo tanto os ocupantes quanto as famílias que vivem nas proximidades.
Bombeiros avaliam segurança de construções vizinhas
Após o desabamento, equipes do Corpo de Bombeiros e da Subprefeitura da Zona Sul foram acionadas para a região da Estrada do Cantagalo.
Os profissionais iniciaram uma vistoria no terreno e nas estruturas próximas ao imóvel que desmoronou.
O trabalho busca identificar possíveis danos provocados pela queda e verificar se existem condições seguras para a circulação de pessoas na área.
Uma edificação vizinha também passou por avaliação técnica para determinar se poderia ser liberada.
A presença dos escombros e a proximidade entre os imóveis exigem cuidados adicionais antes da normalização do acesso ao trecho afetado.
As autoridades também acompanham a situação do terreno para identificar eventuais riscos remanescentes.
Rio registra setembro mais chuvoso em 29 anos
O desabamento aconteceu durante um período de chuvas intensas na capital fluminense.
Segundo dados do Sistema Alerta Rio, a cidade havia acumulado 163,2 milímetros de chuva até a manhã de quarta-feira (23), registrando o setembro mais chuvoso dos últimos 29 anos.
O volume superou a marca de 157,7 milímetros registrada no período de referência de 2005.
A intensidade das precipitações aumenta a atenção das autoridades para áreas com terrenos vulneráveis e edificações que apresentam problemas estruturais.
O excesso de água pode contribuir para a instabilidade de encostas e construções, especialmente em regiões onde há ocupação intensa do solo.
No caso do prédio do Cantagalo, entretanto, não foi confirmada uma relação direta entre as chuvas e o desabamento.
Área permanece sob avaliação das autoridades
Com a queda da construção, as equipes municipais concentram os trabalhos na verificação das condições de segurança do entorno.
A análise inclui o terreno, os escombros e os imóveis localizados próximos à estrutura que desmoronou.
O objetivo é identificar possíveis riscos e definir as providências necessárias para permitir a circulação segura dos moradores.
Embora o episódio tenha terminado sem vítimas, a ocorrência provocou preocupação na comunidade e reforçou a importância das denúncias sobre construções que apresentem sinais de comprometimento estrutural.
A Prefeitura segue acompanhando a situação do local após o desabamento da edificação que já havia sido interditada pela Defesa Civil.
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