A Polícia Civil de São Paulo realizou neste domingo (15) mais uma operação para coibir crimes durante os blocos de Carnaval na capital. Desta vez, agentes disfarçados com fantasias inspiradas nos personagens do seriado mexicano Chaves prenderam cinco suspeitos na região da Praça da República, no centro da cidade.
A estratégia, que vem sendo repetida ao longo da folia, consiste na infiltração de policiais caracterizados entre os foliões para identificar furtos, roubos e o comércio ilegal de drogas em meio à multidão.
O trabalho em solo é coordenado com o monitoramento aéreo feito por drone, que acompanha a movimentação e aciona as equipes sempre que há alguma atitude suspeita.
Durante a ação, dois homens foram detidos por tráfico de drogas após serem flagrados com cigarros de maconha. Em outro momento, um terceiro suspeito foi abordado com mais entorpecentes, pinos de cocaína, ampolas de lança-perfume e dinheiro em espécie.

Também foram presas duas mulheres por receptação de celular furtado. Os dois primeiros homens e as mulheres foram levados para o 2º Distrito Policial, no Bom Retiro. O terceiro suspeito foi encaminhado ao 78º Distrito Policial, nos Jardins. Todo o material apreendido seguiu para perícia. A identidade dos detidos não foi divulgada.
A Polícia Civil informou que a atuação disfarçada faz parte de um conjunto de medidas para aumentar a eficácia das abordagens e entender a forma de atuação de grupos criminosos que se aproveitam das grandes aglomerações para cometer delitos.
Nos dias anteriores, outras equipes já haviam participado das operações usando fantasias de personagens como Scooby-Doo, Os Caça-Fantasmas e até ETs.
De acordo com o balanço oficial, as ações integradas da Operação Carnaval 2026 resultaram na recuperação de mais de 60 celulares roubados ou furtados apenas nos dois primeiros fins de semana da festa. Somente no sábado (14), 32 aparelhos foram apreendidos em diferentes pontos da cidade.
No total, a operação já contabiliza 42 prisões relacionadas a crimes como furto, roubo, tráfico de drogas, adulteração de bebidas e cumprimento de mandados judiciais, com apoio do sistema Muralha Paulista.
Além da região central, equipes à paisana continuam atuando em locais estratégicos como Ibirapuera, Consolação e Paraíso, com foco na prevenção de crimes patrimoniais.
Os celulares recuperados passam por um processo de identificação dos proprietários por meio do programa SP Mobile, que cruza dados das operadoras com os registros de ocorrência e permite a devolução dos aparelhos às vítimas.
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