Uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro resultou na prisão de dois suspeitos e na interdição de uma fábrica clandestina de produção de linha chilena em Jacarepaguá, na zona sudoeste da capital fluminense.
A ação foi conduzida por agentes da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente e revelou um esquema de fabricação e distribuição do material para diferentes estados do país.
A linha chilena, assim como o cerol, é proibida por lei estadual desde 2017 devido ao alto risco que representa, especialmente para motociclistas. O material, feito com substâncias cortantes como vidro moído e compostos abrasivos, pode causar ferimentos graves e até mortes, principalmente quando atinge regiões sensíveis do corpo, como o pescoço.
A legislação vigente no estado do Rio de Janeiro proíbe a produção, venda, posse e uso tanto do cerol quanto da linha chilena, além de qualquer outro tipo de linha com componentes cortantes utilizados na prática de soltar pipas.
Segundo a Polícia Civil, a descoberta da fábrica ocorreu após trabalho de inteligência e cruzamento de informações. No local, os agentes encontraram uma estrutura organizada de produção, com grande quantidade de material pronto para distribuição, além de insumos utilizados na fabricação da linha ilegal.
As autoridades destacam que a linha chilena é altamente resistente e potencialmente letal, podendo causar desde cortes profundos até mutilações. Além dos riscos às pessoas, o uso do material também pode provocar danos à rede elétrica e a animais.
Os números recentes mostram um aumento expressivo nas ocorrências relacionadas ao problema. Em 2025, foram registradas mais de 1.200 denúncias no estado, mais que o dobro do ano anterior. Em 2026, apenas nos primeiros meses, já foram contabilizados mais de 100 casos.
Entre os episódios mais graves está a morte do motociclista Leandro Rezende Cardoso, de 45 anos, em abril, após ser atingido no pescoço por uma linha chilena em Cascadura, na zona norte do Rio.
*Compartilhe este conteúdo do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.












