A Polícia Federal identificou mensagens com referências a atos violentos no celular do deputado estadual Thiago Rangel (Avante), preso durante a quarta fase da Operação Unha e Carne.
A ação foi deflagrada nesta terça-feira (5) e apura um suposto esquema de fraudes em contratos de compras destinados à Secretaria de Educação do estado.
Segundo os investigadores, o conteúdo foi extraído de conversas do parlamentar com outros investigados, obtidas mediante autorização judicial.
Parte desse material também foi citado em decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a operação.
Em um dos diálogos analisados, datado de 2021, quando ainda era vereador, Rangel teria mencionado a intenção de reagir a críticas recebidas nas redes sociais, chegando a sugerir o envio de uma “surpresa” a um homem que o havia criticado.
As mensagens também indicariam pedidos para localizar o endereço da pessoa e menções a uma possível ação de intimidação.
Em outra conversa, de 2022, a Polícia Federal aponta trocas de mensagens entre o deputado e um assessor com teor considerado violento, envolvendo discussões sobre possíveis ações contra um terceiro indivíduo.
Durante a investigação, os agentes também encontraram no aparelho do parlamentar uma imagem de maços de dinheiro. De acordo com a PF, a foto teria sido enviada por outro investigado após a comunicação sobre a assinatura de um contrato, acompanhada da palavra “guardado”.
A defesa de Thiago Rangel afirmou que ele nega qualquer irregularidade e que irá apresentar esclarecimentos ao longo do processo.
Os advogados também destacaram que não é possível antecipar conclusões antes da análise completa das provas.
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