O coletivo foi impedido de passar pela cancela automática porque a tag de pagamento estava bloqueada por falta de pagamento. Imagens gravadas por quem estava a bordo mostram o motorista realizando o pagamento diretamente a uma funcionária da Lamsa, concessionária responsável pela via, na região de Água Santa, após os passageiros arrecadarem R$ 38, valor correspondente à dívida acumulada — considerando que o pedágio para um ônibus como o 315 custa R$ 5,70.
Segundo relatos, o motorista chegou a tentar contato com a empresa, mas não obteve solução imediata. Somente depois que os passageiros completaram a quantia exigida o ônibus foi liberado, após cerca de 30 minutos de espera.
A pedagoga Fernanda Souza, presente no momento, criticou a situação:
“A Real não pagou o pedágio da Linha Amarela e fomos impedidos de seguir viagem! Se não fossem os passageiros que se juntaram na vaquinha, não sabemos que horas teríamos conseguido sair.”
Ela acrescentou:
“Não pode acontecer de o passageiro, que já pagou a passagem, ter que tirar dinheiro do próprio bolso para cobrir dívida da empresa.”
Ainda de acordo com passageiros, a tag instalada no ônibus estaria cadastrada em nome de outro veículo, o que teria causado o bloqueio.
A reportagem entrou em contato com a Real Auto Ônibus para esclarecimentos, mas até a publicação desta matéria não houve retorno.
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