Uma quadrilha supostamente liderada por advogados foi alvo da Operação Arnaque, deflagrada pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR), com apoio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado).
O grupo criminoso operava com propositura de ações contra instituições financeiras com base em demandas envolvendo empréstimos consignados forjados.
De acordo com as investigações, a quadrilha chegou a propor mais de 70 mil ações judiciais. Tudo se iniciava com a obtenção de procurações de idosos, pessoas com deficiência e indígenas. De posse desses documentos, os advogados ajuizaram múltiplas ações contra instituições para conseguir acordos em massa, auferindo lucros.
A investigação foi conduzida pelo MP do Mato Grosso, mas os advogados foram presos no Paraná, mediante os mandados expedidos pela 4ª Vara Criminal de Campos Grande/MS, sendo executados pelos núcleos do Gaeco de Curitiba (PR), Guarapuava (PR), Cascavel (PR) e Maringá (PR).
Também participaram das ações os núcleos do Gaeco da Bahia, Goiás, Mato Grosso e Minas Gerais.
O nome da Ação, Arnaque (fraude), é uma alusão aos métodos utilizados pelos suspeitos para enganar as vítimas.
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