As altas temperaturas registradas no início do ano já impactam diretamente a rede pública de saúde do Rio de Janeiro. Nos primeiros 12 dias de janeiro, as 27 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) do estado atenderam 1.890 pessoas com sintomas associados ao calor extremo, segundo garantindo levantamento da Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro, a partir do painel Monitora RJ.
Entre os principais sintomas relatados estão dor de cabeça, tontura, náuseas, pele quente e seca, pulso acelerado e aumento da temperatura corporal. Apenas na segunda-feira (12), foram registrados 169 atendimentos, número 18% superior à média dos três dias anteriores, que era de 143.
Diante do cenário, a Secretaria de Saúde reformulou o painel Monitora RJ para tornar mais clara a previsão de calor por município. Agora, a ferramenta apresenta dados individualizados, com classificação por cores, facilitando a compreensão da população sobre o risco térmico em cada localidade.
“A nova formatação permite que o cidadão identifique com mais facilidade a situação do seu município nos próximos dias”, explicou a secretária de Saúde, Claudia Mello.
Os dados também indicam que 2026 apresenta temperaturas mais elevadas em comparação com o mesmo período de 2025, quando nenhum município fluminense registrou calor extremo ou severo entre 1º e 12 de janeiro.
Para minimizar os impactos à saúde, a Secretaria disponibilizou pontos de hidratação em todas as UPAs da rede estadual. Além disso, o Samu 192 reforçou o atendimento com motolâncias e veículos de intervenção rápida em pontos estratégicos da capital.
As autoridades de saúde reforçam a importância da hidratação constante, da redução da exposição ao sol nos horários mais quentes e da busca imediata por atendimento médico diante de sinais de mal-estar relacionados ao calor.
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