A onda de calor que atinge a região Sudeste do Brasil em fevereiro está impactando diretamente a rotina das escolas públicas. Em várias cidades do estado do Rio de Janeiro, as altas temperaturas – que chegam a 40°C, com sensação térmica de 50°C – levaram instituições de ensino a suspender ou reduzir o horário das aulas.
O principal motivo é a falta de climatização adequada nas salas de aula, tornando o ambiente insuportável para estudantes e profissionais da educação.
Alunos passando mal em escolas estaduais
No Colégio Estadual Frei Tomás, no Centro de Itaocara (Noroeste Fluminense), e no Colégio Estadual Jaime Queiroz de Souza, no distrito de Portela, a situação se agravou. Na segunda-feira (17), ao menos nove alunos passaram mal devido ao calor excessivo.
No Frei Tomás, as aulas foram suspensas nos turnos da manhã e tarde nos dias 18 e 19 de fevereiro, enquanto o período noturno segue normalmente. Das 15 salas, 10 não possuem ar-condicionado, impactando diretamente 432 alunos.
Já no Jaime Queiroz, cinco alunos relataram mal-estar, e uma estudante chegou a apresentar febre alta devido ao calor. Diante da situação, a direção optou por reduzir o tempo das aulas.
Assim como no Frei Tomás, o colégio não conta com climatização adequada. Os profissionais das duas instituições afirmam que aguardam providências urgentes da Secretaria de Estado de Educação (SEEDUC-RJ).
Medidas adotadas pela Prefeitura de Quissamã (RJ)
Diante da previsão de temperaturas extremas nos próximos dias, que podem chegar a 38°C com sensação térmica de 42°C, a Prefeitura de Quissamã decidiu adotar mudanças no horário das escolas e creches municipais. Entre os dias 18 e 21 de fevereiro, as aulas seguirão um cronograma reduzido:
- Turno da manhã: 7h30 às 10h
- Turno da tarde: 12h30 às 15h
- Turno da noite: Normal
- Escolas de tempo integral e creches: 7h30 às 11h30
- CAEEQ e EAP: Sem atendimento nesta semana
- Atividades físicas e ao ar livre: Suspensas
O prefeito Marcelo Batista destacou que a decisão tem como objetivo proteger a comunidade escolar diante do calor extremo. A secretária de Educação, Helena Lima, reforçou que a Prefeitura está trabalhando na ampliação da climatização das escolas. Algumas unidades aguardam a instalação de equipamentos pela concessionária de energia elétrica.
A Semed orienta que os alunos levem garrafas de água e utilizem roupas leves. O transporte escolar seguirá adaptado aos novos horários, e a merenda será oferecida normalmente.
Passageiros de ônibus sofrem com falta de abrigo e sensação térmica de 50°C
Além das dificuldades enfrentadas nas escolas, passageiros de ônibus que utilizam rodovias estaduais, federais e municipais também relatam transtornos causados pelo calor extremo. A ausência de abrigos adequados nos pontos de ônibus expõe a população a temperaturas altíssimas, aumentando os riscos de desidratação e insolação.
O que dizem os especialistas?
Médicos alertam que crianças, idosos e pessoas com problemas de saúde são os mais vulneráveis ao calor extremo.
Entre os sintomas mais comuns estão tontura, dor de cabeça, pressão baixa e desidratação severa. Para minimizar os impactos das altas temperaturas, especialistas recomendam o aumento da ingestão de líquidos, o uso de roupas leves e a permanência em locais ventilados.
*Da Agência Fonte Exclusiva. Compartilhe esta notícia do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.












