Moradores do litoral do Rio de Janeiro voltaram a acompanhar registros de atividade sísmica após um novo tremor de terra atingir a cidade de Maricá nesta sexta-feira (22).
O abalo teve magnitude 3,1 e aconteceu menos de dois dias depois de outro fenôeno semelhante registrado na região.
Na madrugada de quinta-feira, um tremor de magnitude 3,3 já havia sido identificado pelos sistemas de monitoramento. Apesar da repetição dos eventos, até o momento não há relatos de danos estruturais, feridos ou percepção significativa dos abalos por parte da população.
As ocorrências foram registradas pela Rede Sismográfica Brasileira e analisadas pelo Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP), com coordenação do Observatório Nacional.
Segundo especialistas, os tremores foram classificados como de baixa intensidade na Escala Mercalli, utilizada para medir os efeitos causados pelos terremotos. Em situações como essa, os impactos costumam ser leves ou até imperceptíveis para grande parte dos moradores.
O sismólogo Gilberto Leite, do Observatório Nacional, explicou que pequenos abalos sísmicos acontecem com relativa frequência no Brasil, embora muitas vezes não sejam sentidos pela população devido à baixa magnitude.
Pesquisadores destacam que o território brasileiro está localizado longe das principais zonas de encontro entre placas tectônicas, onde normalmente ocorrem grandes terremotos.
Ainda assim, movimentações naturais e desgastes geológicos internos podem provocar tremores ocasionais em diferentes regiões do país.
Especialistas também reforçam que esse tipo de evento geralmente não representa risco elevado para a população e lembram que não existe tecnologia capaz de prever exatamente quando ou onde novos tremores poderão ocorrer.
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