Segundo os órgãos envolvidos, o homem circulava pelas áreas dos aeroportos oferecendo corridas com preços abaixo dos cobrados por táxis regulares. Para conquistar a confiança dos passageiros, ele utilizava um crachá de guia turístico com cadastro inativo no Cadastur, sistema oficial vinculado ao Ministério do Turismo.
Além da suspeita de falsificação documental, o motorista já possuía histórico de reincidência em irregularidades semelhantes. Ele foi encaminhado para a delegacia, onde prestou esclarecimentos e permaneceu preso.
As autoridades alertam que esse tipo de prática coloca consumidores em risco, principalmente turistas que desembarcam na cidade e podem ser enganados ao acreditar que estão contratando um serviço legalizado e seguro.
De acordo com o secretário de Estado de Defesa do Consumidor do Rio de Janeiro, a fiscalização busca garantir segurança e transparência na contratação de serviços em locais de grande circulação.
A operação foi coordenada pela Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor (SEDCON) e pelo Procon-RJ, com apoio do Detro, Detran, Instituto de Pesos e Medidas (IPEM) e Polícia Militar.
Ao todo, o saldo da ação apontou 11 veículos rebocados, 16 serviços de transporte por aplicativo interditados e diversas infrações registradas. Entre os principais problemas encontrados estavam cobrança fora do taxímetro, atuação sem credenciamento, licenciamento vencido, vistoria atrasada, pneus desgastados e inspeção irregular de GNV.
A concessionária RioGaleão também foi autuada. Segundo os fiscais, a administradora do terminal tem responsabilidade sobre os serviços oferecidos dentro da área operacional e deve garantir legalidade e segurança aos usuários.
Fiscalização anterior
No último dia 10 de abril, outra operação semelhante já havia ocorrido no Galeão. Na ocasião, um taxista não credenciado foi flagrado atuando como autorizado, usando vestimenta semelhante à de profissionais regulares para induzir passageiros ao erro.
Ele oferecia corridas sem taxímetro e cobrava valores simulados por aplicativos. Naquele caso, dez veículos foram interditados, além de autuações contra o motorista e a concessionária.
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