Sete mulheres que cumprem pena no Instituto Penal Djanira Dolores de Oliveira, localizado em Bangu, no Complexo Penitenciário de Gericinó, no Rio de Janeiro, protagonizaram um motim na unidade, ateando fogo em colchões. O incidente, ocorrido nesta terça-feira, foi motivado por queixas relacionadas à qualidade da alimentação.
“O caso teve início a partir de reclamações sobre a situação da comida e foi controlada pelo Grupamento de Intervenção Tática”, informou a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap). Não houve registro de feridos durante a ação, que foi rapidamente contida pelas equipes de segurança.
As sete internas identificadas como participantes da ação sofreram consequências imediatas. Quatro delas foram transferidas para o isolamento da Penitenciária Feminina Talavera Bruce. As outras três foram encaminhadas para uma unidade masculina, o presídio de segurança máxima Bangu 1, também no Complexo Penitenciário de Gericinó, onde ficarão em isolamento.
Bangu 1 é conhecido por ser um presídio de segurança máxima, projetado para abrigar presos de alta periculosidade. Sua estrutura conta com quatro galerias, cada uma com 12 celas individuais, e as alas são separadas por facção criminosa, incluindo as ligadas à milícia e ao Comando Vermelho.
De acordo com a Seap, como resposta às reclamações que originaram o motim, uma nutricionista e representantes da empresa responsável pela alimentação foram encaminhados à unidade prisional para verificar a qualidade da comida oferecida às detentas.
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