A morte da médica Andréa Marins Dias, ocorrida durante uma abordagem da Polícia Militar na zona norte do Rio de Janeiro, continua provocando reações e cobranças por esclarecimentos.
Um dia após o sepultamento, entidades e representantes da sociedade civil intensificaram críticas à condução da ação e destacaram os impactos da violência na vida da população.
A vice-presidente do Sindicato dos Médicos do Estado, Gabrielli Vanderlinde, afirmou que a insegurança pública afeta diretamente a saúde coletiva, comprometendo tanto a rotina quanto o bem-estar físico e emocional da população.
Segundo ela, a perda de uma profissional da área torna o episódio ainda mais simbólico, especialmente pela trajetória de Andréa no Sistema Único de Saúde e sua representatividade como mulher negra na medicina.
O caso também mobilizou a Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, que solicitou informações ao comando e à Corregedoria da Polícia Militar. Entre os pontos questionados estão o cumprimento dos protocolos de abordagem e os critérios que levaram ao disparo antes da identificação da vítima.
Outro fator que levanta dúvidas é o funcionamento das câmeras corporais dos policiais envolvidos. De acordo com a própria Polícia Militar, os equipamentos estavam descarregados no momento da ocorrência, impedindo o uso das imagens na apuração dos fatos. Os três agentes seguem afastados das atividades operacionais enquanto as investigações continuam.
Andréa Marins Dias, de 61 anos, foi atingida por disparos de fuzil no último domingo à noite, enquanto retornava da casa dos pais.
Segundo a corporação, o veículo da médica teria sido confundido com o de suspeitos envolvidos em roubos na região. O caso segue sob investigação e amplia o debate sobre procedimentos policiais, uso de tecnologia e segurança pública no estado.
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