O militante de extrema direita e autoproclamado líder do movimento denominado Direita Campos, Carlos Victor Carvalho, o CVC, vai continuar confinado na Penitenciária Carlos Tinoco da Fonseca, na cidade de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. Sua prisão temporária foi convertida em preventiva.
CVC chegou está preso no âmbito da Operação Ulysses, deflagrada pela Polícia Federal em 16 de janeiro, para prender células do movimento antidemocrático que estava operando no Norte e Noroeste Fluminense. Ele chegou a ficar foragido, mas foi preso no dia 19 hospedado em uma pousada em Guaçuí, no Espírito Santo.
Essas células ligadas aos atos antidemocráticos teriam atuado em acampamentos em frente aos quartéis do Exército, além de serem investigados de participação nos atos terroristas contra a sede dos Três Poderes, em Brasília, em 8 de janeiro.
Outros dois presos no âmbito da mesma Operação, o bombeiro militar Roberto Henrique de Souza Júnior, o Júnior Bombeiro, e a doceira Elizangela Cunha Pimentel Braga, de Itaperuna, foram soltos durante a semana.
A Polícia continua examinando imagens dos atos em Brasília e de acampamentos em frente aos quartéis. Na última sexta-feira, a PF realizou a terceira fase da Operação Lesa Pátria em cinco Estados. No Estado do Rio de Janeiro, foi expedido um mandado de prisão na cidade de Macaé. Há fortes indícios de que nesta cidade os atos antidemocráticos contaram com a participação de pessoas nomeadas em cargos comissionados em administrações públicas.
Nesses casos, superiores hierárquicos desses servidores que tinham conhecimento do envolvimento e não adotaram medidas também poderão ser indiciados e gestores.
No caso de CVC, ele estava nomeado na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio) como assessor parlamentar no gabinete do deputado Fillipe Poubel (PL-RJ). Uma das linhas de investigação é saber a extensão da ligação de células terroristas com parlamentares e o real envolvimento. Nomeações em cargos eleitos pode ser uma forma de financiamento aos movimentos golpistas.
A Polícia Federal abriu um canal de denúncias para identificar pessoas que participaram, financiaram ou fomentaram os atos golpistas. As denúncias podem ser enviadas para o e-mail [email protected].
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