O Rio de Janeiro enfrenta uma diversificação do crime organizado, que a cada consegue expandir seus domínios sobre territórios.
A sociedade convive com organizações voltadas para o tráfico de drogas, milícias que exploram serviços clandestinos e o jogo do bicho, contravenção que ainda sobrevive com aceitação da comunidade e que também trava disputas violentas.
Essa diversificação vem acontecendo ao longo das últimas décadas, mesmo período em que esses grupos sofisticaram poderio bélico.
Em entrevista ao programa Direto da Redação, o especialista em segurança pública, Paulo Albuquerque, analisa esta conjuntura que desafia governos. Ele também fala sobre a estatística do Instituto Fogo Cruzado, que aponta um aumento no número de crianças baleadas em tiroteios.
Albuquerque afirma que ao contrário do que muitas pessoas difundem, as milícias não são formadas necessariamente por ex-policiais. Esse grupos de milicianos são formados por “traficantes que perderam a capacidade de traficar”.
Nos mapeamentos oficiais, o domínio da criminalidade está nos morros e periferias. Albuquerque lembra que esse foco seletivo esconde uma outra realidade: o tráfico também está nos apartamentos da zona sul, seja por meio da venda de drogas mais conhecidas ou sintéticas. Assim como muitos milicianos que dominam as preferias moram em condomínios de luxo na Barra da Tijuca.
De acordo com dados do Instituto Fogo Cruzado, as milícias são as fações que mais conseguiram expandir territórios no Estado fluminense.
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