A Avenida Paulista, em São Paulo, foi palco neste domingo de uma manifestação organizada por ativistas e entidades de defesa animal que defendem o fim da exportação de animais vivos no Brasil.
O ato aconteceu em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp) e integrou uma mobilização nacional voltada à crítica do transporte internacional de animais destinados ao abate.
Os participantes denunciaram as condições enfrentadas pelos animais durante o transporte marítimo, afirmando que bois e outros animais passam dias confinados em caminhões e navios com pouco espaço, expostos a situações de estresse intenso, calor e acúmulo de resíduos.
Segundo representantes do Movimento Nacional pelo Fim das Exportações de Animais Vivos, a intenção do protesto não é atacar o agronegócio brasileiro, mas questionar o modelo de exportação baseado no envio de animais vivos para outros países.
A ativista Patrícia Aguiar afirmou que muitos animais percorrem longas distâncias até os portos e chegam aos navios já debilitados, em alguns casos com ferimentos causados pelas condições do transporte terrestre. Ela também criticou a superlotação das embarcações utilizadas nesse tipo de operação.
Os organizadores lembraram acidentes envolvendo navios de carga viva e citaram impactos ambientais associados à atividade. Entre os exemplos mencionados está o naufrágio de uma embarcação com milhares de bois no Pará, ocorrido em 2015.
Durante o protesto, os manifestantes defenderam que o país priorize a exportação de carne processada em vez do envio de animais vivos, argumentando que essa alternativa reduziria o sofrimento animal sem afetar a atividade econômica do setor.
Os ativistas também cobraram avanço na tramitação de propostas legislativas relacionadas ao tema, incluindo o Projeto de Lei 3093/2021, atualmente em análise no Senado Federal, que prevê a proibição da exportação de animais vivos no Brasil.
Segundo os organizadores, a mobilização deve continuar nos próximos meses com novas ações de pressão junto ao Congresso e ao governo federal. Para os participantes, o debate envolve questões éticas, ambientais e de proteção animal.
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