O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), obteve na Justiça a manutenção da prisão de Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, em uma unidade federal de segurança máxima localizada em Brasília.
A decisão foi confirmada pela 1ª Vara Criminal da Capital, que acolheu os argumentos apresentados pelo órgão ministerial. O investigado já estava custodiado no sistema penitenciário federal desde fevereiro, por determinação da 3ª Vara Federal Criminal.
De acordo com o processo, o Gaeco aponta que Adilsinho seria uma das principais lideranças de uma organização criminosa envolvida em atividades violentas, incluindo homicídios ligados ao comércio ilegal de cigarros oriundos do Paraguai, além de atuação no jogo do bicho.
As investigações também indicam possível influência do grupo em estruturas da segurança pública.
Na decisão judicial, foi destacado que a permanência do acusado em presídio federal é necessária para evitar interferências na coleta de provas e no andamento das investigações em curso.
Adilsinho foi preso em 26 de fevereiro, em uma residência localizada em uma área de praia em Cabo Frio, na Região dos Lagos. A ação fez parte de uma operação baseada em inteligência, análise de dados e monitoramento, com apoio de equipes especializadas, segundo informações da Polícia Federal.
A investigação conduzida pela Polícia Federal mira uma organização criminosa armada com atuação transnacional, voltada ao comércio ilegal de cigarros e ao controle de territórios por meio da violência e intimidação, conforme os elementos reunidos no inquérito.
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