A situação prisional de Márcio Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP, continuará sendo analisada pela Justiça do Rio de Janeiro. Na quarta-feira (16), a 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decidiu, por unanimidade, pela permanência do detento no Sistema Penitenciário Federal.
A decisão ocorre após a Justiça Federal declarar extintas, em abril, as penas que Marcinho VP cumpria. Mesmo com o encerramento dessas condenações, permanecem em vigor dois mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça estadual.
Ministério Público pediu permanência provisória
Diante da existência dos mandados, o Ministério Público do Rio de Janeiro solicitou que o detento continuasse temporariamente em uma unidade do sistema federal.
O pedido foi apresentado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ), enquanto tramita o procedimento responsável por definir a situação prisional de Marcinho VP.
Com a decisão da 8ª Câmara Criminal, ele permanece custodiado no sistema federal até que sejam concluídas as medidas relacionadas aos mandados e à definição de sua situação jurídica.
Marcinho VP está preso há 30 anos
Márcio Nepomuceno completou três décadas de prisão em 2026. Atualmente, ele está detido na Penitenciária Federal de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul.
A prisão ocorreu no fim de agosto de 1996, em Porto Alegre. Na ocasião, ele foi localizado durante uma operação realizada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro.
Ao longo dos anos, Marcinho VP foi processado e condenado por diferentes crimes, entre eles tráfico de drogas e homicídios.
Ascensão no tráfico do Rio
Em depoimento, Márcio Nepomuceno afirmou que começou a praticar assaltos quando tinha 13 anos. Segundo o relato, os primeiros crimes tinham como objetivo conseguir dinheiro para comprar roupas de marca.
Posteriormente, ele passou a atuar no comércio de drogas e ganhou espaço dentro da estrutura criminosa até se tornar apontado como uma das lideranças do Comando Vermelho no Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio.
A decisão tomada pelo Tribunal de Justiça não encerra a análise sobre a situação do detento. A permanência no sistema penitenciário federal está relacionada ao andamento do procedimento e aos dois mandados de prisão preventiva que continuam válidos.
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