O jovem Igor Zampieri, que teve o nome associado ao caso da morte do cão Orelha, em Florianópolis, publicou um vídeo nas redes sociais para se manifestar pela primeira vez sobre o episódio. Na gravação, ele negou envolvimento no caso e criticou os ataques que afirma sofrer desde que passou a ser citado publicamente.
O caso do cão Orelha ganhou repercussão nacional no início do ano, após a morte do animal comunitário na Praia Brava, em Santa Catarina. A história mobilizou moradores, protetores de animais, influenciadores e grupos de defesa da causa animal, além de gerar forte comoção nas redes sociais.
No vídeo, Igor afirmou que permaneceu em silêncio durante meses por orientação relacionada ao andamento da investigação. Segundo ele, esse silêncio acabou sendo interpretado por parte do público como sinal de culpa.
“Nos últimos cinco meses, milhares de pessoas me chamaram de assassino”, disse o jovem em trecho do desabafo publicado nas redes sociais.
Igor também afirmou que muitas pessoas continuam associando seu nome ao caso mesmo após o arquivamento do procedimento. Ele declarou que foi julgado sem que sua versão fosse ouvida e disse que a situação trouxe impactos para ele e sua família.
“Pessoas que não me conhecem, pessoas que não sabem quem eu sou, que nunca escutaram a minha versão”, afirmou.
A manifestação ocorre depois de meses de repercussão intensa envolvendo a morte de Orelha. O animal era conhecido por moradores da Praia Brava e considerado um cão comunitário, cuidado por pessoas da região. Após a morte, o caso se tornou símbolo de cobrança por punição mais dura em episódios de maus-tratos contra animais.
Durante a apuração, adolescentes foram citados nas investigações, e o caso passou a tramitar com restrições por envolver menores de idade. A Polícia Civil de Santa Catarina chegou a divulgar informações sobre diligências e análises de imagens, enquanto o Ministério Público acompanhou os desdobramentos.
Com o arquivamento do procedimento, Igor afirmou que decidiu se manifestar para apresentar sua versão e tentar encerrar o ciclo de acusações nas redes sociais. No vídeo, ele reforçou que não participou da morte do animal e criticou o que chamou de julgamento virtual.
O episódio reacende o debate sobre os limites da exposição nas redes sociais, especialmente em casos de grande repercussão envolvendo menores de idade, investigações em andamento e acusações ainda não comprovadas judicialmente.
Ao mesmo tempo, a morte do cão Orelha segue sendo lembrada por defensores da causa animal como um marco de mobilização popular contra maus-tratos. O caso provocou protestos, campanhas e discussões sobre mudanças na legislação para ampliar a proteção a animais vítimas de violência.
Mesmo após o encerramento do procedimento, a repercussão continua dividindo opiniões. De um lado, protetores cobram justiça e transparência. De outro, a defesa do jovem citado sustenta que ele foi alvo de linchamento virtual e de acusações que, segundo ele, não foram comprovadas.
O caso mostra como investigações de grande comoção pública podem ganhar dimensão nacional nas redes sociais antes mesmo de uma conclusão definitiva das autoridades.
*Compartilhe este conteúdo do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Estado do Rio de Janeiro.












