Deflagrada pela Polícia Federal, Receita Federal e Ministério Público do Estado do Rio (MPRJ) nesta segunda-feira (14), a Operação Postos de Midas vai avançar.
Os elementos de convicção já reunidos pela investigação são vastos e devem alcançar personagens ainda não citados. Nesta primeira fase houve pedido de prisão contra oito investigados, mas foi negado pela desembargadora Cíntia Serafim Cardinali, do Órgão Especial do Tribunal de Justiça (TJRJ).
Inicialmente, foram autorizados apenas os 14 mandados de busca e apreensão em endereços diversos, incluindo a sede da Câmara Municipal de Campos e da Empresa Municipal de Habitação (EMHAB), que também estão no epicentro das investigações.
O principal alvo das denúncias é o deputado Thiago Rangel (PMD), com base eleitoral na cidade de Campos dos Goytacazes (RJ), no Norte Fluminense. Ele é apontado como líder de uma organização criminosa. Nos imóveis ligados ao parlamentar, a Polícia apreendeu mais de R$ 160 mil em dinheiro e um carro blindado avaliado em R$ 350 mil.
Os crimes já apurados envolvem peculato (rachadinha), corrupção passiva, corrupção ativa, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e enriquecimento ilícito.
Rangel comanda uma rede de 18 postos de combustíveis que estariam lavando dinheiro obtidos por meio de corrupção e licitações fraudulentas no legislativo e na EMHAB, durante o período que esteve sob o seu comando.
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Chama atenção o fato de algumas empresas estarem em nome de “laranjas” sem lastro financeiro, tais como motoristas e outros colaboradores. Nas últimas horas foram observadas algumas movimentações, como a demissão de dezenas de cargos comissionados do gabinete parlamentar e a nomeação de substitutos.
Uma nova fase da Operação é dada como certa e os próximos capítulos podem ser recheados de prisões como medidas cautelares.
Entenda o caso
A Operação Postos de Midas foi deflagrada com o objetivo de apurar a prática dos crimes de organização criminosa.
Mais de 60 policiais federais, servidores da Receita Federal e membros do Ministério Público, cumpriram 14 mandados de busca e apreensão em endereços residenciais, comerciais e em quatro prédios públicos, localizados no município de Campos dos Goytacazes, na Região dos Lagos, na Região Metropolitana e na Capital do Rio de Janeiro.
Os mandados foram expedidos pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro.
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