A expansão do metrô do Rio de Janeiro entrou novamente no radar do governo estadual. Nesta quinta-feira (25), o Estado, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Coppe/UFRJ firmaram um acordo para integrar e atualizar os estudos sobre possíveis novos trechos da rede metroviária.
Entre as propostas que serão analisadas estão a extensão da Linha 2, do Estácio até a Praça XV; o prolongamento da Linha 4, da Barra da Tijuca em direção ao Recreio dos Bandeirantes; e a implantação da Linha 3, com a ligação entre Rio de Janeiro, Niterói e São Gonçalo. O acordo prevê justamente a atualização dos estudos para verificar demanda, integração e alternativas de engenharia.
Apesar do avanço no planejamento, nenhum desses projetos está em fase de execução. Antes de definir obras, será necessário avaliar o número potencial de passageiros, os melhores traçados, a conexão entre diferentes linhas e os modelos que poderão ser utilizados para viabilizar cada trecho.
Linha 3 prevê ligação pela Baía de Guanabara
Entre os projetos em discussão, a Linha 3 voltou a receber atenção especial. A proposta prevê uma conexão metroviária entre o Rio, Niterói e São Gonçalo e vem sendo estudada pela Coppe/UFRJ.
Uma das alternativas analisadas envolve a construção de um túnel sob a Baía de Guanabara, criando uma ligação entre a região do Aeroporto Santos Dumont, no Centro do Rio, e Gragoatá, em Niterói.
A Coppe realizou, em setembro, um debate público sobre a Linha 3 e a conexão pela Baía de Guanabara. A instituição também vem desenvolvendo estudos relacionados ao projeto e à integração do transporte na Região Metropolitana.
A ligação entre Rio, Niterói e São Gonçalo não é uma ideia recente. O planejamento metroviário do estado já contempla há anos diferentes alternativas para ampliar a rede em direção a Niterói e São Gonçalo. Documentos do Plano Diretor Metroviário também registram estudos para trechos entre Estácio, Praça XV, Arariboia e Alcântara.
Extensão da Linha 2 até a Praça XV
Outro projeto que será atualizado é a extensão da Linha 2 entre o Estácio e a Praça XV. A proposta já aparece em estudos de expansão da malha metroviária e faz parte das alternativas avaliadas pelo Estado.
O objetivo agora é atualizar as informações utilizadas em projetos anteriores e verificar como o trecho poderia se encaixar na rede atual.
A análise também deverá considerar a movimentação dos passageiros na Região Metropolitana, identificando os principais pontos de origem e destino para avaliar como as novas linhas poderiam funcionar de maneira integrada.
Linha 4 pode chegar ao Recreio
Na Zona Oeste, a proposta prevê o prolongamento da Linha 4 a partir da Barra da Tijuca em direção ao Recreio dos Bandeirantes.
Estudos oficiais já contemplam a avaliação do trecho Jardim Oceânico–Alvorada–Recreio. A expansão faz parte de um conjunto de projetos que o governo estadual vem analisando para ampliar a malha metroviária.
A situação atual da Linha 4 também inclui a retomada das obras da Estação Gávea, após um acordo que permitiu destravar o projeto. O planejamento da expansão, porém, envolve etapas distintas e depende dos estudos de viabilidade de cada novo trecho.
BNDES vai financiar inicialmente os estudos
A primeira etapa do trabalho terá recursos do BNDES. O banco deverá contratar consultorias e antecipar os valores necessários para a realização dos estudos.
O modelo para eventual financiamento das obras será definido posteriormente, depois que os estudos apontarem quais projetos são tecnicamente e economicamente viáveis.
Caso uma futura execução ocorra como obra pública, poderá ser estruturado um financiamento para o governo estadual. Se for adotado um modelo de parceria público-privada, o ressarcimento dos estudos poderá ser associado ao vencedor da futura concessão, conforme a estrutura escolhida.
A Coppe/UFRJ também possui trabalhos anteriores sobre a expansão metroviária, que deverão ser integrados às novas avaliações. A intenção é reunir as informações existentes e atualizar os dados para obter uma visão mais ampla do deslocamento de passageiros na Região Metropolitana.
Obras ainda não têm data para começar
Apesar do novo acordo, ainda não existe uma data definida para o início das obras. A etapa atual é de planejamento e estudos de viabilidade, que deverão servir de base para futuras decisões sobre os projetos.
O governo estadual também ainda precisará definir quais trechos poderão avançar, o modelo de execução e a forma de financiamento.
Assim, a assinatura do acordo representa uma nova etapa de planejamento para a expansão do metrô, mas não significa que as obras das Linhas 2, 3 ou 4 já tenham sido autorizadas ou tenham data para começar.
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