As escolas de samba da Série Ouro, integrantes da Liga RJ, organizarão nesta quinta-feira (22), às 12h, um ato em frente à sede da Riotur, na Cidade Nova. Durante o evento, os presidentes das agremiações protocolarão um documento oficial, fruto de uma plenária realizada na quarta-feira (21), questionando o modelo de credenciamento para o desfile de 2026 na Sapucaí.
Segundo a Liga RJ, o atual sistema “na prática exclui sambistas, dirigentes, trabalhadores do Carnaval e veículos de imprensa especializados, enquanto libera centenas de credenciais para influenciadores digitais, convidados sem vínculo com o samba e amigos pessoais de pessoas influentes”.
A entidade também criticou a elitização do evento, afirmando que a organização atual restringe o acesso do verdadeiro sambista e das comunidades, mesmo com esforços das escolas para manter valores de ingressos justos.
A situação gerou indignação após a Unidos do Porto da Pedra ter seu pedido para adquirir um camarote negado. A Liga RJ classificou o episódio como desigualdade e abuso, citando “tratamento discriminatório entre as agremiações, violando o princípio da isonomia e restringindo arbitrariamente o acesso a um bem público”.
No documento, a Liga solicita revisão nos contratos de concessão do Sambódromo, destacando a necessidade de que a Administração Pública respeite princípios constitucionais como legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, garantindo tratamento igualitário para todas as ligas, sem favorecimentos ou subordinação entre entidades privadas.
Por fim, a Liga RJ reafirmou o compromisso das escolas da Série Ouro em manter um Carnaval popular, acessível e fiel às suas raízes culturais, reforçando que a festa deve continuar sendo do povo e para o povo.
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