Após pressão de comerciantes, quiosqueiros e barraqueiros, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), voltou atrás na decisão de proibir a venda de bebidas em garrafas de vidro na orla carioca e também de restringir apresentações de música ao vivo nos quiosques.
O recuo foi anunciado na manhã desta terça-feira (27) após uma reunião realizada na sede da prefeitura, na Cidade Nova, com representantes do setor. O decreto publicado no dia 16 de maio, que traria essas proibições, estava previsto para começar a valer no dia 1º de junho, mas será alterado.
O encontro foi marcado após forte repercussão negativa entre trabalhadores da orla, empresários e até frequentadores, que viam as medidas como prejudiciais à economia local e à dinâmica cultural das praias do Rio. As mudanças devem ser oficializadas nos próximos dias por meio de uma publicação no Diário Oficial do Município.
Na reunião, os representantes argumentaram que a proibição das garrafas de vidro afetaria diretamente bares, quiosques e barraqueiros que dependem da venda de bebidas nesse formato, além de prejudicar a experiência dos frequentadores da orla. Também destacaram que a música ao vivo faz parte da cultura e da atração turística do Rio de Janeiro, especialmente nas áreas de lazer à beira-mar.
Com o recuo, os quiosques poderão manter as apresentações musicais, desde que cumpram as normas de volume e horário, e continuem autorizados a vender bebidas em recipientes de vidro, adotando medidas para garantir a segurança dos frequentadores.
As discussões sobre a regulamentação da orla seguem em andamento, e a prefeitura afirmou que buscará soluções que conciliam segurança pública, preservação do espaço urbano e o fortalecimento da atividade econômica das praias cariocas.
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