A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) elegeu, nesta quinta-feira (26), o deputado estadual Douglas Ruas (PL) como novo presidente da Casa. O parlamentar foi o único candidato ao cargo e recebeu 45 votos favoráveis entre os 46 deputados presentes na sessão.
Com a eleição, Douglas Ruas passa a integrar a linha sucessória do governo estadual e poderá assumir interinamente o comando do Rio de Janeiro, conforme previsto na legislação, diante do atual cenário político que provocou mudanças na chefia do Executivo.
A sessão foi convocada pelo então presidente interino da Alerj, Guilherme Delaroli (PL), e teve início por volta das 14h30, com votação aberta e nominal. Os parlamentares foram chamados individualmente para declarar seus votos.
Após a confirmação do resultado, Douglas Ruas discursou no plenário, agradecendo o apoio recebido e destacando o compromisso com o diálogo entre os diferentes posicionamentos políticos da Casa.
A eleição ocorreu em um contexto de instabilidade institucional. A presidência da Alerj estava vaga desde dezembro, quando o então presidente Rodrigo Bacellar foi afastado por decisão judicial. Posteriormente, o mandato foi cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral, o que tornou necessária a realização de nova eleição para a Mesa Diretora.
A situação também impactou a linha sucessória do governo do estado. Com a vacância do cargo de governador e a ausência do vice na função, o presidente da Alerj passa a ocupar posição estratégica na condução interina do Executivo estadual.
Até a definição do novo presidente da Assembleia, o governo vinha sendo exercido interinamente pelo presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, conforme determina a legislação em situações excepcionais.
Em declarações anteriores, o magistrado já havia sinalizado que deixaria o cargo assim que a Alerj elegesse um novo presidente, permitindo a continuidade da linha sucessória prevista na Constituição estadual.
Douglas Ruas também é apontado como um dos nomes do Partido Liberal para disputar o governo do estado nas eleições de 2026, o que amplia o peso político de sua eleição para a presidência da Assembleia Legislativa.
A mudança na Mesa Diretora ocorre em um momento considerado decisivo para a reorganização política do estado, com impactos tanto no Legislativo quanto no Executivo.
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