O empresário Fernando Sampaio de Souza e Silva, proprietário da agência de turismo Outsider Tours, voltou a ser preso nesta sexta-feira (26), no Aeroporto Internacional do Galeão, na Zona Norte do Rio de Janeiro.
A detenção recoloca a empresa no centro de uma investigação policial que apura suspeitas de estelionato relacionadas à venda de pacotes e serviços turísticos.
De acordo com a Polícia Federal, a prisão ocorreu em cumprimento a um mandado de prisão preventiva expedido pela 1ª Vara Criminal de Aracaju, em Sergipe. A ordem judicial faz parte de um procedimento que investiga supostas práticas criminosas atribuídas ao empresário.
Fernando Sampaio é apontado como responsável pela Outsider Tours, agência que já vinha acumulando reclamações de clientes em diferentes estados.
O caso ganhou repercussão nacional diante do grande número de processos e registros envolvendo o empresário e a empresa, principalmente de consumidores que afirmam ter contratado viagens e não recebido os serviços prometidos.
Esta não é a primeira prisão de Fernando Sampaio. Em janeiro, ele já havia sido detido em Balneário Camboriú, no Litoral Norte de Santa Catarina, enquanto estava com familiares. Na ocasião, a prisão também estava relacionada a investigações por suspeita de estelionato.
Após permanecer preso por alguns meses, o empresário foi colocado em liberdade em abril. Com a nova decisão da Justiça sergipana, ele voltou a ser detido, desta vez ao chegar ao Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro.
A defesa de Fernando Sampaio informou que ainda não teve acesso integral à decisão judicial que determinou a prisão preventiva. Por esse motivo, os advogados afirmaram que não vão se manifestar sobre o caso neste momento.
A prisão preventiva é uma medida cautelar determinada pela Justiça durante a fase de investigação ou no curso de um processo.
Ela não representa condenação, mas pode ser decretada quando o Judiciário entende que há necessidade de garantir o andamento das apurações, a ordem pública ou a aplicação da lei penal.
A Outsider Tours ficou conhecida pela venda de pacotes de viagem, inclusive para eventos esportivos e deslocamentos turísticos.
Parte das denúncias associadas à empresa envolve clientes que alegam prejuízos após a contratação de serviços que, segundo eles, não teriam sido entregues conforme o combinado.
Com a nova prisão, as investigações seguem sob responsabilidade das autoridades competentes. Fernando Sampaio permanece na condição de investigado, e ainda não há condenação definitiva no caso mencionado.
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