A rede de voluntários brasileiros soma 57 milhões de participantes, de acordo com uma pesquisa desenvolvida pela plataforma ‘Voluntariado no Brasil’. As mobilizações são as mais variadas: campanhas humanitárias, de distribuição de alimentos, em defesa dos animais, entre muitas outras motivações.
No Rio de Janeiro, a Missão Amor que Cura, projeto idealizado pelo Hospital São Francisco na Providência de Deus, na Tijuca, na Zona Norte do Rio, lançou recentemente uma campanha de coleta e reciclagem do óleo de cozinha, com o objetivo de ajudar a preservar o ambiente e para arrecadar fundos visando a manutenção das ações do programa.
O óleo coletado na campanha será encaminhado a uma empresa especializada, onde passará por um processo de transformação e, dessa forma, poderá ser reaproveitado. São retiradas do produto todas as impurezas, dando condições dele ser utilizado como um tipo de óleo diesel e em sabão em pasta.
Descartado de forma incorreta, o óleo de cozinha pode causar prejuízos ao meio ambiente, contaminando o solo e os mananciais aquáticos. Além desses fatores, ainda pode haver prejuízos financeiros ao consumidor, que ao despejar o óleo em pias e vasos sanitários, ter que arcar com custos de desentupimento.
O descarte sustentável do produto deve ser feito com o óleo frio, despejando-o, com a ajuda de um funil, em uma garrafa pet limpa, que deve ser bem fechada e entregue em um posto de coleta.
“Além desta ação de coleta de óleo de cozinha usado, estamos fazendo também reciclagem de plástico, papelão e papel”, adianta Amanda Malta, gerente de Hotelaria do HSF. Para isso, foram adquiridas lixeiras seletivas que serão instaladas em locais estratégicos da unidade hospitalar, visando incentivar o descarte correto dos materiais.
Entenda a Missão Amor que Cura
Desde 2015, quando foi lançada, a Missão Amor que Cura tem levado atendimento básico de saúde e itens de primeira necessidade a pessoas em vulnerabilidade em comunidades carentes, em situação de rua e encarcerados. O pontapé inicial foi com atendimento médico, roupas, calçados e alimentos a comunidade de Jardim Gramacho, em Duque de Caxias.
Dois anos depois, a missão partiu para as ruas do Rio, com distribuição semanal de água e refeições a pessoas em situação de vulnerabilidade. Um pouco mais tarde, vieram as ações dedicadas à população carcerária, com atendimentos médicos e odontológicos e distribuição de medicamentos.
O coordenador da Missão Amor que Cura e diretor geral do HSF, Frei Isaac Prudêncio, ressalta a importância da mobilização e engajamento em prol dos necessitados.
“As equipes da Missão Amor que Cura são formadas por colaboradores voluntários, religiosos, frades, irmãs e missionários ligados à Associação Lar São Francisco de Assis na Providência de Deus, que gere o HSF. Nosso trabalho vai além apoio material, doação de alimentos, roupas e atenção básica de saúde, é levar atenção, amor e acolhimento às pessoas mais vulneráveis”, afirma o religioso.
Thayana Akamine e Alex Sandro de Almeida fazem parte dessa turma do bem e se sentem recompensados em poder ajudar quem precisa, como voluntários. O trabalho voluntário faz parte da vida de Thayana desde menina.
“Me lembro quando tinha 10 anos de idade e ia com meus pais participar de ações em comunidades carentes em Minas, onde vivíamos. Quando conheci a Missão Amor que Cura, passei a atuar em todas as ações: na região de Jardim Gramacho, nas ruas do Centro da cidade e no cárcere. É realizador e prazeroso ajudar as pessoas e levar a elas, além de alimento, roupas e cuidados médicos, atenção e carinho. Sentimento que fica ainda mais evidente nas missões voltadas aos encarcerados, que são tão estigmatizados e estão em condições tão precárias”, conta ela, que é coordenadora de Qualidade do Hospital São Francisco na Providência de Deus (HSF), onde surgiu a Missão Amor que Cura.
O analista de estoque Alex também mergulhou de cabeça no trabalho voluntário logo que entrou para a equipe do hospital há cerca de 6 anos.
“A primeira missão da qual participei foi em Gramacho, mas logo passei a participar de todas. Não parei mais. Quando eu era criança, tinha uma situação boa, diferente de alguns colegas, que meu pai sempre ajudou. Aprendi em casa que devemos apoiar quem precisa e nunca esquecer de agradecer por tudo que temos. Uma situação que me marcou muito foi numa noite, na rua Graça Aranha, distribuindo refeições, duas crianças vieram agradecer porque aquele era o primeiro alimento que recebiam desde o dia anterior. Eu me sinto muito realizado por estar fazendo o bem e sinto que estou me ajudando, porque às vezes a gente esquece de agradecer por coisas simples”, relata.
Como ajudar?
As doações do óleo de cozinha, além de roupas, calçados e alimentos não perecíveis, podem ser feitas ao Hospital São Francisco na Providência de Deus na Rua Conde de Bonfim, 1.033, na Tijuca, na Zona Norte.
Doação em dinheiro pode ser depositada diretamente na conta da Fraternidade São Francisco de Assis na Providência de Deus (Banco Santander – Ag. 0014; c/c 13006113-2 – CNPJ 19.611.676/0001-40).












