Agentes da 134ª Delegacia de Polícia de Campos dos Goytacazes-RJ, Norte Fluminense, deflagraram na manhã desta quarta-feira (25), a operação “Príncipe do BitCoin”, tendo como alvo um grupo acusado de praticar fraudes sob pretexto de investimentos em criptomoedas.
Um dos principais suspeitos é o pastor evangélico Fabrício Vasconcelos Nogueira. Foram executados quatro mandados de prisão e seis de busca e apreensão em endereços ligados a cinco integrantes de uma suposta organização. Os suspeitos são acusados de estelionato e estariam atuando com pirâmides financeiras.
De acordo com as denúncias, a quadrilha atuava desde 2016, aplicando o golpe da pirâmide financeira, captando clientes com a falsa promessa de investimentos no mercado financeiro. Por meio da empresa A.C Consultoria e Gerenciamento Eireli, os suspeitos fizeram mais de 43 vítimas, com a promessa de rentabilidade acima dos juros praticados no mercado, entre 15% e até 30% ao mês, conforme detalha o promotor Mateus Rezende em vídeo divulgado nas redes sociais. Confira:
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Os mandados judiciais foram autorizados pela 2ª Vara Criminal de Campos, a pedido do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (GAECO), do Ministério Público Estadual do Rio (MPRJ) e contou com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ)
A justiça determinou o bloqueio online de valores disponíveis nas contas dos denunciados, até o valor de R$ R$ 1.964.815,96 milhão, incluindo criptoativos e moedas estrangeiras.
O pastor Fabrício Vasconcelos Nogueira atuava como trader, investindo no mercado financeiro e captando clientes. De acordo com as investigações, ele trocava constantemente de carro e “realizava viagens rotineiras, como forma de ostentar riqueza e atrair mais vítimas para o golpe”.
Também são apontados como integrantes do esquema, Gilson André Braga dos Santos e Ana Claudia Carvalho Contildes, sócios fundadores da empresa, além de Gilson Ramos Vianna e Ana Paula Contildes, que atuavam na captação de clientes. Todos pertencem ao mesmo núcleo e atuavam também realizando cursos para investidores. Quatro dos investigados não foram encontrados pela Polícia e são considerados foragidos.
Entenda o esquema
Com a promessa de investimento em criptomoedas e retorno financeiro de 15% a 30% ao mês, a empresa inicialmente abria contas para os investidores e realizava as aplicações no mercado financeiro por meio das chamadas contas “copy”. Como sugere o nome, é uma cópia de outra conta, que permitia aos suspeitos realizarem investimentos, incluindo compras e vendas de ativos.
Inicialmente, os juros dos investimentos eram pagos, de modo a dar credibilidade ao trabalho desenvolvido pela A.C. Consultoria. Contudo, após a celebração de diversos contratos, a empresa emitiu uma nota oficial comunicando que todos os contratos seriam rescindidos e os valores referentes aos mesmos seriam pagos em um prazo de 90 dias (a partir de 01 de dezembro de 2021, data da “Nota Oficial”), o que, segundo o MPRJ, não foi cumprido.
As investigações do GAECO/MPRJ também revelaram que uma outra empresa, a Gayky Cursos Ltda, foi criada pelos mesmos criminosos para dar continuidade ao esquema.
*Da Agência Fonte Exclusiva. Compartilhe esta reportagem do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.












