O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), homologou nesta quarta-feira (9) o acordo de colaboração premiada firmado pelo empresário Antonio Carlos Freixo Junior, conhecido como “Mineiro”, no âmbito das investigações relacionadas ao Banco Master.
A decisão foi tomada sob sigilo, segundo informações divulgadas pelo portal g1. O acordo havia sido firmado com a Procuradoria-Geral da República (PGR) em 8 de agosto e pode acrescentar novos elementos às apurações que também envolvem o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Mineiro é proprietário da Entre Investimentos e aparece entre os investigados no caso. Com a homologação, as declarações prestadas por ele passam a integrar formalmente o processo de colaboração, embora o conteúdo completo dos depoimentos ainda não seja público.
Empresário teria relatado entrega de dinheiro
Segundo informações atribuídas aos depoimentos, Mineiro teria contado às autoridades que era responsável por providenciar dinheiro em espécie para pessoas ligadas à estrutura de Vorcaro.
Ainda de acordo com os relatos divulgados, os valores seriam transportados em malas e utilizados em supostos pagamentos de propina.
As declarações fazem parte do acordo de colaboração e ainda precisam ser analisadas e confrontadas com outros elementos da investigação. Como o procedimento está sob sigilo, não foram divulgados publicamente todos os detalhes apresentados pelo empresário.
Filme sobre Bolsonaro também aparece nas apurações
O nome de Mineiro também está relacionado a movimentações financeiras envolvendo o filme “Dark Horse”, produção cinematográfica sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
A empresa do empresário teria realizado repasses destinados ao projeto, que contou ainda com a participação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
A produção passou a ser mencionada dentro do contexto das investigações mais amplas envolvendo Daniel Vorcaro e o Banco Master.
Flávio Bolsonaro é citado no caso
Flávio Bolsonaro participou da produção do filme e, conforme informações relacionadas à investigação, teria mantido conversas com Vorcaro sobre recursos necessários para a realização do projeto.
A relação entre o senador, o empresário e o ex-banqueiro passou a ser analisada dentro do conjunto de informações reunidas pelas autoridades durante as apurações.
A inclusão desses episódios no contexto da investigação, porém, não significa que eventuais responsabilidades já estejam definidas. Os fatos ainda são objeto de análise pelas autoridades.
Acordo passou por audiência antes da homologação
Antes de aprovar a colaboração, um juiz auxiliar de André Mendonça realizou uma audiência com Mineiro na terça-feira (8).
O empresário participou da reunião acompanhado de seus advogados. Durante o encontro, o magistrado avaliou as condições em que o acordo havia sido firmado e questionou se a decisão de colaborar com as autoridades havia sido tomada de maneira voluntária.
Mineiro afirmou que havia aderido à colaboração espontaneamente. Após a audiência, Mendonça homologou o acordo nesta quarta-feira.
Com a decisão, a delação passa a ter validade no processo. Os detalhes dos depoimentos, no entanto, continuam protegidos pelo sigilo e deverão ser avaliados pelas autoridades responsáveis pela investigação.
*Compartilhe este conteúdo do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Estado do Rio.











