O Supremo Tribunal Federal (STF) começa nesta sexta-feira (6) a analisar a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o pastor Silas Malafaia.
Ele é acusado de crimes de injúria e calúnia contra o comandante do Exército, general Tomás Paiva.
O caso está relacionado a um ato realizado em abril de 2025 na Avenida Paulista, em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Durante o evento, Malafaia utilizou um carro de som para criticar generais do Exército, afirmando:
“Cambada de frouxos, cambada de covardes, cambada de omissos. Vocês não honram a farda que vestem. Não é para dar golpe, não, é para marcar posição”. Segundo a PGR, ele ainda imputou crimes militares a oficiais sem apresentar provas e divulgou as declarações em suas redes sociais, ampliando a repercussão.
A denúncia foi protocolada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, em 18 de dezembro de 2025. Caso seja acolhida pela Primeira Turma do STF, Malafaia se tornará formalmente réu no processo.
O julgamento ocorrerá no plenário virtual da Corte, com previsão de se estender até 13 de março, e foi pautado pelo ministro Flávio Dino após solicitação do relator, ministro Alexandre de Moraes.
Nos últimos anos, Malafaia se destacou por organizar manifestações em apoio a Bolsonaro, criticar decisões do STF e defender anistia a investigados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.
*Compartilhe esta reportagem do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.











