Um relatório da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) revelou que o skunk produzido na Colômbia abastece majoritariamente o mercado brasileiro. A droga, de alto teor de THC e voltada a consumidores de maior poder aquisitivo, tem ampliado sua presença no país, especialmente nas regiões Sul e Sudeste.
Apesar de custar apenas US$ 16,53 (cerca de R$ 90) por quilo no local de origem — dos quais apenas 48% ficam com os produtores — o preço sobe significativamente ao longo da rota de tráfico. Na fronteira, o valor chega a US$ 150 (R$ 810) por quilo e pode alcançar até US$ 2.900 (cerca de R$ 15,6 mil) nas cidades do litoral nordestino.
O skunk colombiano tem ganhado popularidade entre os usuários brasileiros, sobretudo entre os de maior renda, que o consideram um produto de melhor qualidade em comparação à maconha paraguaia. Um dos diferenciais é a alta concentração de tetrahidrocanabinol (THC), que varia entre 15% e 25%, proporcionando efeitos mais potentes.
Somente no estado do Amazonas, as autoridades apreenderam 28,2 toneladas de maconha vindas da Colômbia em 2024, contra 20,7 toneladas registradas em 2023. O aumento das apreensões reflete tanto o crescimento do tráfico quanto o fortalecimento das operações de fiscalização nas fronteiras.
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