Nesta sexta-feira (1º), movimentos populares organizam manifestações em diversas cidades brasileiras contra a nova medida adotada pelo governo dos Estados Unidos, sob a presidência de Donald Trump, que eleva em até 50% as tarifas sobre exportações brasileiras. A medida entra em vigor na próxima terça-feira (6) e afeta diretamente setores estratégicos como agronegócio, indústria e tecnologia.
As mobilizações foram convocadas por entidades como a União Nacional dos Estudantes (UNE), a Frente Brasil Popular e o movimento Povo Sem Medo. Os protestos acontecem em frente a consulados e embaixadas dos EUA no Brasil, além de praças centrais em capitais como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Salvador, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife e Manaus.
Com o lema “Quem manda no Brasil é o povo brasileiro! Contra o tarifaço de Trump!”, os organizadores denunciam os impactos econômicos da medida e exigem reação firme do governo brasileiro diante do que consideram um ataque à soberania nacional e à economia do país.
Tarifas impactam economia brasileira
O novo decreto, assinado por Donald Trump na quarta-feira (30), impõe uma tarifa adicional de 40% sobre produtos importados do Brasil, elevando a taxa total para 50%. A medida abre exceção para determinados itens como alimentos estratégicos, produtos energéticos, minerais e componentes da aviação civil.
Especialistas apontam que o tarifaço pode gerar perdas significativas para as exportações brasileiras, sobretudo em um momento de instabilidade econômica global. Produtores, exportadores e representantes da indústria brasileira já demonstram preocupação com os possíveis efeitos da medida nas balanças comerciais regionais.
Alerta da embaixada dos EUA
Diante da convocação dos protestos, o Consulado Geral dos Estados Unidos em São Paulo emitiu um alerta aos seus funcionários, recomendando que evitem o acesso ao complexo consular localizado na Rua Henri Dunant, 500, entre 9h e o final das manifestações. A embaixada norte-americana em Brasília também recomendou cautela e orientou evitar áreas com aglomerações ou manifestações públicas.
As manifestações ocorrem em clima pacífico, mas com forte presença de críticas à postura do governo norte-americano. Líderes dos movimentos populares exigem que o Brasil adote medidas diplomáticas para contestar o aumento das tarifas e proteger a economia nacional.
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