O governo federal apresentou nesta segunda-feira (15) o primeiro balanço do programa Brasil Contra o Crime Organizado, criado para ampliar o combate às facções criminosas em todo o país.
Em pouco mais de um mês de atuação, as operações coordenadas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública resultaram na apreensão de 82,5 toneladas de drogas e na prisão de quase 8 mil pessoas.
As ações ocorreram simultaneamente nas 27 unidades da Federação e envolveram cerca de 10 mil agentes de segurança pública em 11 operações integradas.
Além dos entorpecentes, as forças de segurança apreenderam 356 armas de fogo e mais de 20 mil munições durante as ofensivas. Segundo o governo federal, o impacto financeiro causado às organizações criminosas foi estimado em aproximadamente R$ 1,6 bilhão.
O balanço também aponta a apreensão de R$ 523 milhões em bens, o bloqueio de R$ 22 milhões em ativos financeiros e a aplicação de cerca de R$ 10 milhões em multas relacionadas às investigações.
Entre as operações destacadas pelo Ministério da Justiça estão a Renoe, a Fronteiras e a Divisas, consideradas responsáveis pelos maiores prejuízos financeiros causados às facções investigadas.
No sistema penitenciário, o governo intensificou medidas para impedir a comunicação de lideranças criminosas com integrantes fora dos presídios. Durante a 11ª fase da Operação Mute, agentes localizaram 680 celulares em 124 unidades prisionais após vistoria em quase 4 mil celas.
De acordo com o Ministério da Justiça, novas operações no sistema carcerário já estão previstas. A expectativa é realizar uma ação nacional e duas operações regionais por mês até o fim de 2026.
Nas áreas de fronteira e na região amazônica, a Força Nacional participou de 81 operações distribuídas por 13 estados e pelo Distrito Federal. Nessas ações, foram realizadas mais de 34 mil abordagens de pessoas e cerca de 20 mil fiscalizações de veículos.
O programa também incluiu treinamento técnico de agentes de segurança pública. Segundo o governo, 474 profissionais receberam capacitação em áreas como papiloscopia, comparação balística e preservação da cadeia de custódia.
Para o Ministério da Justiça, os resultados iniciais demonstram avanço na integração entre forças estaduais e federais no combate ao tráfico de drogas, armas e recursos financeiros ligados ao crime organizado.
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