A indústria brasileira de defesa deu mais um passo no processo de modernização da Força Aérea Brasileira (FAB). Na terça-feira (6), o primeiro caça Gripen E produzido no Brasil realizou seu voo inaugural na unidade da Embraer em Gavião Peixoto, no interior de São Paulo.
A aeronave foi fabricada pela Embraer em parceria com a empresa sueca Saab e teve seu primeiro teste em voo conduzido por um piloto da própria Saab. A operação serviu para verificar o funcionamento dos principais sistemas e avaliar o comportamento do caça durante o voo.
Primeiro voo inicia nova etapa de testes
Durante a atividade, foram coletadas informações sobre o desempenho da aeronave. Os dados serão analisados pelas equipes responsáveis pelas próximas etapas de avaliação técnica do Gripen E.
O voo inaugural faz parte do processo que antecede a entrega do caça à Força Aérea Brasileira. Antes de ser incorporada à frota, a aeronave ainda passará por novas avaliações para verificar diferentes sistemas e características operacionais.
Gripen E será utilizado em diferentes missões
Desenvolvido pela Saab, o Gripen E é um caça de combate projetado para atuar em diferentes tipos de operação. O modelo conta com sistemas voltados para missões de combate aéreo, ataque e reconhecimento.
A aquisição dos caças integra o processo de renovação da aviação de caça brasileira. O modelo foi escolhido para substituir gradualmente aeronaves mais antigas e ampliar as capacidades operacionais da FAB.
Produção brasileira tem papel estratégico
O contrato atualmente em vigor prevê a fabricação de 15 unidades do Gripen E em território brasileiro. A aeronave que realizou o voo inaugural é a primeira desse lote produzido no país.
A unidade de Gavião Peixoto tem papel importante no projeto por abrigar a única linha de produção do Gripen localizada fora da Suécia. A fabricação no Brasil amplia a participação da indústria nacional no programa e permite a transferência de conhecimentos e tecnologias relacionados ao desenvolvimento e à produção do caça.
Após o primeiro voo, o programa entra em uma nova fase de avaliações. Os resultados obtidos durante os testes serão utilizados pelas equipes técnicas para acompanhar o desempenho da aeronave e preparar as próximas etapas antes de sua incorporação à Força Aérea Brasileira.
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