A Polícia Civil iniciou nesta segunda-feira (23) a Operação Caminhos do Cobre, visando desarticular uma organização criminosa especializada em furto de cabos, receptação e lavagem de dinheiro.
O grupo, com atuação interestadual, movimentou cerca de R$ 417,9 milhões. Mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Tocantins.
No Rio de Janeiro, as ações ocorrem nos municípios de Nilópolis, Mesquita e Itaguaí, na Baixada Fluminense, onde foram apreendidos fios de cobre e grandes quantias em dinheiro.
O esquema operava de forma estruturada: furtos durante a madrugada com caminhões, motocicletas como batedores, transporte do material para pontos de receptação e posterior venda a ferros-velhos e empresas de reciclagem. O dinheiro era lavado com notas fiscais falsas e transferências em sequência, dificultando o rastreio.
A organização funcionava em quatro núcleos: estratégico, operacional, receptação e financeiro. Parte do cobre era processada e descaracterizada antes de ser vendida a siderurgias fora do estado, e outra parte era armazenada em comunidades dominadas pelo Comando Vermelho, com proteção de traficantes armados.
O principal suspeito movimentou sozinho R$ 97 milhões, enquanto uma das empresas centrais do grupo registrou transações superiores a R$ 90 milhões. A DRF também solicitou o sequestro de veículos, imóveis e bloqueio de ativos financeiros ligados ao grupo.
Desde setembro de 2024, a delegacia realizou mais de 430 fiscalizações em ferros-velhos, resultando em cerca de 200 prisões, apreensão de 300 toneladas de fios de cobre e bloqueio de R$ 240 milhões.
A operação reforça o combate a toda a cadeia criminosa ligada ao furto de materiais metálicos, incluindo a atuação de traficantes.
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