A Justiça de Santa Catarina recebeu um pedido da Polícia Civil para apreender o passaporte de um adolescente investigado pela morte do cão Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis. A ação, comunicada também à Polícia Federal, tem como objetivo impedir que o jovem saia do país durante o andamento das investigações.
Em nota, a Polícia Civil afirmou que o Ministério Público (MP) de Santa Catarina manifestou-se favoravelmente ao pedido. “A instituição tem atuado de forma constante para que a denúncia dos envolvidos possa prosseguir junto à Justiça, com base nas provas já obtidas nas investigações da morte do Cão Orelha”, declarou.
Apesar do pedido, o caso apresenta divergências entre Polícia Civil e MP. Na sexta-feira (6), o MP informou que solicitará diligências complementares nos próximos dias, considerando lacunas identificadas na investigação, principalmente sobre a participação dos adolescentes em atos análogos a maus-tratos contra animais.
Segundo a Polícia Civil, há base legal para o pedido de internação do adolescente investigado. O órgão também apura possíveis casos de coação e ameaças envolvendo familiares dos investigados e um porteiro do condomínio da Praia Brava.
O MP, por sua vez, reforçou a necessidade de detalhar a investigação e comprovar que não houve relação entre supostos crimes e agressão aos animais.
Encerramento da investigação e provas
Na terça-feira (3), a Polícia Civil concluiu as investigações sobre o caso e solicitou a internação de um dos quatro adolescentes envolvidos. Para identificar a participação do suspeito, os investigadores analisaram mais de mil horas de imagens de 14 câmeras de segurança e ouviram 24 testemunhas.
Embora não haja registro do momento exato do ataque, as imagens permitiram confirmar a roupa usada pelo adolescente e que ele deixou o condomínio durante a madrugada.
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