Com ações simultâneas em diferentes regiões do país, a 11ª fase da Operação Mute foi iniciada nesta semana em 15 estados e no Distrito Federal, com foco no combate à entrada e ao uso de celulares e outros materiais proibidos dentro de unidades prisionais.
A operação é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (Ministério da Justiça e Segurança Pública) e conta com apoio das polícias penais estaduais, integrando uma estratégia nacional de reforço do controle no sistema prisional.
O objetivo central da ação é reduzir a comunicação ilegal entre detentos e redes externas, especialmente aquelas associadas a organizações criminosas.
Segundo o governo, os celulares dentro dos presídios são uma das principais ferramentas utilizadas para a continuidade de atividades ilícitas fora das unidades.
Durante as inspeções, as equipes utilizam tecnologias como bloqueadores de sinal, scanners corporais, equipamentos de raio-X, drones e georradares, que auxiliam na identificação de objetos escondidos e possíveis estruturas usadas em tentativas de fuga.
De acordo com o Ministério da Justiça, o bloqueio dessas comunicações contribui diretamente para a redução de crimes nas ruas, ao dificultar a articulação de ações criminosas entre internos e integrantes em liberdade.
Desde o início da Operação Mute, em 2023, cerca de 8 mil celulares já foram apreendidos em unidades prisionais de todo o país, evidenciando a dimensão do desafio enfrentado pelas autoridades no controle de itens proibidos.
A operação faz parte do programa “Brasil contra o Crime Organizado”, iniciativa do governo federal que prevê investimentos superiores a R$ 11 bilhões em segurança pública.
O plano reúne ações integradas voltadas ao fortalecimento institucional, uso de tecnologia e combate a facções criminosas em âmbito nacional.
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