A Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação nesta quinta-feira (13) para desarticular um esquema de desvio de recursos de emendas parlamentares destinadas a um hospital no Rio Grande do Sul.
Batizada de “Máfia das Emendas”, a investigação apura fraudes no repasse de verbas públicas que deveriam beneficiar a população, mas teriam sido usadas para pagar propinas de até R$ 500 mil.
Deputado Afonso Motta é citado, mas nega irregularidades
Embora não seja alvo direto das buscas, o deputado federal Afonso Motta (PDT-RS) foi mencionado na operação, já que as emendas investigadas foram direcionadas por ele ao hospital gaúcho.
Em entrevista após reunião com o presidente da Câmara, Hugo Motta, o parlamentar afirmou que “seguiu todos os critérios legais” e destacou que não é investigado.
“Peço que as apurações continuem para esclarecer os fatos”, declarou.
O principal alvo é Lino Furtado, chefe de gabinete do deputado, identificado como um dos articuladores do esquema. Ele foi afastado do cargo por determinação do ministro do STF Flávio Dino e teve o escritório e residência revistados pela PF.
Operação cumpre 13 mandatos em 5 cidades
A PF cumpriu 11 mandados de busca e apreensão e 2 de busca pessoal em endereços ligados aos investigados no Rio Grande do Sul e em Brasília.
Documentos, celulares e computadores foram apreendidos para análise.
Entenda o esquema da “Máfia das Emendas”
Segundo a PF, o grupo desviava recursos de emendas parlamentares — mecanismo que permite a deputados e senadores direcionar verbas a projetos locais.
Os valores, que deveriam ser usados em melhorias hospitalares, eram desviados por meio de notas fiscais fraudulentas e repasses a empresas fantasmas. A propina chegava a 20% do total dos repasses.
STF monitora caso e repercussão política
O envolvimento do STF, via ministro Flávio Dino, reforça o caráter nacional do escândalo. A operação ocorre em um momento sensível, com o Congresso sob críticas pela falta de transparência no uso das emendas.
Especialistas alertam que o caso pode impactar a credibilidade de parlamentares ligados a repasses suspeitos.
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