O Ministério da Educação (MEC) confirmou que, por limitações orçamentárias, vai adquirir apenas livros didáticos de português e matemática para o ensino fundamental em 2026. Disciplinas como história, geografia e ciências não serão contempladas neste primeiro momento, o que pode afetar diretamente o aprendizado de milhões de estudantes nos primeiros anos da educação básica.
Segundo nota oficial do MEC, a decisão foi tomada diante de um “cenário orçamentário desafiador”. A pasta informou que a compra será realizada de forma escalonada, com a previsão de aquisição dos demais materiais em uma segunda etapa, ainda sem data definida.
A medida atinge principalmente os alunos do 1º ao 3º ano do ensino fundamental, que dependem do fornecimento gratuito dos livros escolares. A aquisição é feita pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) por meio do Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD), que atende escolas públicas de todo o país.
Para suprir a demanda total, seriam necessários cerca de 24 milhões de exemplares. No entanto, de acordo com Ângelo Xavier, presidente da Associação Brasileira de Livros e Conteúdos Educacionais (Abrelivros), até o momento, menos de 15% desse volume foi negociado.
A decisão preocupa educadores, editoras e gestores escolares, que veem o risco de prejuízo à formação dos estudantes e à qualidade do ensino nas redes públicas.
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