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Mata Atlântica registra menor índice de desmatamento da série histórica em 2025

Levantamento da SOS Mata Atlântica aponta queda de até 40% na devastação do bioma e destaca avanço de políticas ambientais.

Redação DGRJ Por Redação DGRJ
14/05/2026 - 21:07
em Brasil
Mata Atlântica alcança em 2025 o menor índice de desmatamento desde o início do monitoramento, segundo dados da SOS Mata Atlântica.

Imagem: Ilustração/ Agência Fonte Exclusiva

A Mata Atlântica registrou em 2025 o menor índice de desmatamento desde o início da série histórica de monitoramento, reforçando a tendência de desaceleração da perda de vegetação nativa observada nos últimos anos.

Dados divulgados nesta quarta-feira (13) pela Fundação SOS Mata Atlântica mostram que a área devastada caiu 28% em relação ao levantamento anterior, passando de 53.303 hectares para 38.385 hectares.

As informações fazem parte do Sistema de Alertas de Desmatamento (SAD) Mata Atlântica, desenvolvido em parceria com a MapBiomas e a Arcplan desde 2022.

O monitoramento apontou redução do desmatamento em 11 dos 17 estados abrangidos pelo bioma, com destaque para Bahia e Piauí, embora ambos ainda permaneçam entre os estados com maiores índices de devastação.

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Segundo o levantamento, a Bahia liderou o ranking de desmatamento em 2025, com 17.635 hectares destruídos. Em seguida aparecem Minas Gerais, com 10.228 hectares, Piauí, com 4.389 hectares, e Mato Grosso do Sul, com 1.962 hectares.

Juntos, esses quatro estados concentraram cerca de 89% de toda a área desmatada no período analisado.

Nos demais estados da Mata Atlântica, as perdas ficaram abaixo de mil hectares. A Fundação SOS Mata Atlântica destacou ainda que aproximadamente 96% das áreas desmatadas foram convertidas para atividades agropecuárias, muitas delas com indícios de irregularidades ambientais.

Outro estudo divulgado pela entidade, o Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, produzido em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, também confirmou a tendência de queda.

O levantamento mostrou redução de 40% no desmatamento anual, passando de 14.366 hectares para 8.668 hectares. Segundo os responsáveis pelo atlas, é a primeira vez desde o início do monitoramento contínuo, em 1985, que a devastação anual do bioma fica abaixo de 10 mil hectares.

Para a SOS Mata Atlântica, os resultados refletem o fortalecimento de políticas públicas ambientais, ações de fiscalização e mobilização da sociedade civil em defesa do bioma.

Entre as medidas consideradas decisivas estão a Operação Mata Atlântica em Pé, a aplicação de embargos remotos em áreas desmatadas ilegalmente e restrições de crédito rural para propriedades com irregularidades ambientais.

A entidade também destacou a importância da Lei da Mata Atlântica como instrumento de proteção da vegetação nativa.

Apesar dos avanços, especialistas alertam que o bioma continua sob ameaça. O diretor executivo da Fundação SOS Mata Atlântica, Luis Fernando Guedes Pinto, afirmou que o alto grau de fragmentação da Mata Atlântica faz com que cada área perdida tenha impacto significativo sobre a biodiversidade e o equilíbrio ambiental.

A organização também demonstrou preocupação com mudanças recentes na legislação ambiental, avaliando que normas como a Lei Geral do Licenciamento Ambiental e a Lei da Licença Ambiental Especial podem enfraquecer mecanismos de controle e fiscalização.

Segundo Malu Ribeiro, a flexibilização das regras ambientais pode comprometer os avanços conquistados nos últimos anos e ampliar riscos ligados às mudanças climáticas e a eventos extremos.

Para a entidade, os dados reforçam que a aplicação rigorosa das leis ambientais tem relação direta com a redução do desmatamento e que o enfraquecimento dessas políticas pode colocar em risco a preservação da Mata Atlântica.

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Tags: #biodiversidade#Desmatamento#FiscalizaçãoAmbiental#MataAtlântica#MeioAmbiente#MudançasClimáticas#PreservaçãoAmbiental#SOSMataAtlântica#Sustentabilidade
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