A Justiça decidiu manter preso o policial militar Vinícius Costa Silva, investigado pela morte da esposa, a radiologista Larissa Cruz Morata, de 29 anos, em Embu das Artes, na região metropolitana de São Paulo. O PM passou por audiência de custódia na manhã desta segunda-feira (8).
Larissa foi encontrada morta no domingo (6), dentro do banheiro da casa onde vivia com o marido e o filho do casal, de 2 anos. Ela apresentava um ferimento na cabeça provocado por disparo de arma de fogo.
O policial foi preso no dia seguinte, durante o velório da esposa. Desde então, permanece custodiado no Presídio Militar Romão Gomes (PMRG), localizado na zona norte da capital paulista.
PM afirmou que mulher teria cometido suicídio
Em depoimento à polícia, Vinícius Costa Silva apresentou a versão de que encontrou a esposa caída no banheiro e que ela teria tirado a própria vida.
Segundo o relato apresentado pelo policial, Larissa teria cometido suicídio depois que ele comunicou a intenção de terminar o relacionamento.
O caso foi registrado inicialmente como morte suspeita. Durante a investigação, porém, os policiais encontraram elementos que levantaram dúvidas sobre a dinâmica da morte e motivaram a prisão do PM.
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que a investigação continua para esclarecer as circunstâncias do ocorrido.

Família não acredita em suicídio
A família de Larissa contesta a versão apresentada pelo policial e afirma não acreditar que a radiologista tenha tirado a própria vida.
Em entrevista à TV Brasil, o pai da vítima, Edson Morata, relatou que a filha enfrentava dificuldades no relacionamento e que já demonstrava intenção de se separar.
Segundo ele, Larissa havia conversado com familiares pouco antes de morrer e falado sobre o desejo de encerrar o casamento.
O pai também descreveu a filha como uma mãe dedicada ao filho de 2 anos.
Investigação tenta esclarecer dinâmica da morte
A manutenção da prisão de Vinícius Costa Silva ocorre enquanto a Polícia Civil reúne elementos para esclarecer o que aconteceu dentro da residência.
A investigação deverá analisar as circunstâncias encontradas no local, os depoimentos e demais evidências para determinar como ocorreu o disparo e se há responsabilidade criminal do policial.
Até o momento, o PM é investigado e não foi condenado pela morte da esposa. A apuração continua sob responsabilidade das autoridades competentes.
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