O julgamento de Glaidson Acácio dos Santos, conhecido como “Faraó dos Bitcoins”, que estava previsto para esta quarta-feira (2), foi adiado. A nova sessão do Tribunal do Júri foi marcada para 25 de fevereiro de 2027, no Rio de Janeiro.
Glaidson responde a acusações relacionadas ao homicídio do trader Wesley Pessano, de 19 anos, e à tentativa de homicídio de Nilson Alves da Silva, conhecido como Nilsinho. Segundo o Ministério Público, ele teria participação nos crimes. As acusações ainda serão analisadas pelos jurados.
O julgamento estava inicialmente previsto para ocorrer em Cabo Frio, na Região dos Lagos, onde a GAS Consultoria ganhou projeção. Posteriormente, o processo foi transferido para a capital fluminense.
Morte de Wesley Pessano está entre as acusações
Wesley Pessano foi morto a tiros aos 19 anos. O jovem atuava no mercado de criptomoedas e sua morte passou a integrar as investigações sobre crimes atribuídos ao grupo ligado a Glaidson.
De acordo com a acusação apresentada pelo Ministério Público, Glaidson teria envolvimento no homicídio. A responsabilidade criminal, no entanto, ainda será decidida pelo Tribunal do Júri.
Outro episódio que faz parte do processo é o ataque contra Nilson Alves da Silva, o Nilsinho. O investidor foi alvo de uma tentativa de homicídio, mas sobreviveu.
A acusação relaciona os dois casos a disputas envolvendo pessoas que atuavam no mercado de investimentos em criptomoedas. Os argumentos da acusação e das defesas deverão ser apresentados aos jurados na nova data marcada para o julgamento.
Júri é diferente dos processos financeiros da GAS
O julgamento marcado para fevereiro de 2027 não trata diretamente das acusações financeiras que tornaram a GAS Consultoria conhecida nacionalmente.
Neste processo, o Tribunal do Júri vai analisar especificamente as acusações de homicídio e tentativa de homicídio. As investigações relacionadas à atuação financeira da empresa seguem uma trajetória judicial distinta.
Glaidson está preso desde agosto de 2021, quando foi alvo da Operação Kryptos, da Polícia Federal. A operação investigou as atividades da GAS Consultoria e a captação de recursos de investidores com promessas de rendimentos ligados ao mercado de criptomoedas.
Caso ganhou repercussão nacional
A prisão de Glaidson e as investigações envolvendo a GAS transformaram o empresário em uma das figuras mais conhecidas entre os casos policiais relacionados ao mercado brasileiro de criptomoedas.
Com o adiamento desta quarta-feira, a análise das acusações de crimes contra a vida fica agora para 25 de fevereiro de 2027.
Na nova sessão, acusação e defesa deverão apresentar suas teses diante do conselho de sentença. Caberá aos jurados decidir se Glaidson e os demais acusados têm responsabilidade pelos crimes descritos no processo.
Até o julgamento e uma eventual decisão condenatória, as imputações relacionadas a esses episódios devem ser tratadas como acusações ainda submetidas à Justiça.
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