As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 terminam nesta sexta-feira, 5 de junho. O procedimento deve ser feito exclusivamente pela internet, por meio da Página do Participante, no portal do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). As provas estão marcadas para os dias 8 e 15 de novembro, em todos os estados e no Distrito Federal.
O mesmo prazo vale para candidatos que desejam solicitar tratamento pelo nome social durante todas as etapas do exame. A medida é destinada a participantes que querem ser reconhecidos de acordo com sua identidade de gênero.
Também até esta sexta-feira, os inscritos que precisam de atendimento especializado devem fazer a solicitação no sistema. Entre as condições previstas estão baixa visão, cegueira, deficiência física, deficiência auditiva, deficiência intelectual, dislexia, transtorno do espectro autista, gestantes, lactantes, diabéticos, idosos, estudantes em classe hospitalar e pessoas com fibromialgia. O edital deste ano também passou a contemplar novas condições relacionadas a transtornos mentais, como ansiedade e transtorno obsessivo-compulsivo.
Para os estudantes concluintes do ensino médio em escolas públicas, a inscrição foi feita de forma automática. Mesmo assim, esses alunos precisam acessar a Página do Participante até 5 de junho para confirmar dados, escolher a língua estrangeira — inglês ou espanhol —, informar o município onde desejam realizar as provas e indicar eventual necessidade de acessibilidade ou uso de nome social.
A taxa de inscrição é de R$ 85. O pagamento deve ser feito até 10 de junho, por Pix, cartão de crédito, débito ou boleto. A confirmação da inscrição depende do processamento do pagamento, exceto nos casos de participantes com isenção aprovada.
O Inep reforça que mesmo quem teve o pedido de isenção aprovado precisa acessar o sistema para confirmar a participação no Enem 2026. Já os candidatos que tiveram a isenção negada em definitivo, ou a justificativa de ausência reprovada, devem se inscrever normalmente e pagar a taxa para garantir a participação no exame.
Nesta edição, o governo federal pretende ampliar a estrutura de aplicação do Enem. A estimativa é que cerca de 80% dos concluintes da rede pública façam as provas na própria escola onde estudam, com o objetivo de reduzir deslocamentos e facilitar o acesso dos estudantes ao exame.
Criado para avaliar o desempenho dos estudantes ao fim da educação básica, o Enem se consolidou como a principal porta de entrada para o ensino superior no Brasil. As notas são usadas em programas como o Sisu, o Prouni e o Fies, além de processos seletivos de instituições públicas e privadas. O resultado também pode ser utilizado por instituições portuguesas conveniadas ao Inep.
Desde a edição de 2025, o exame voltou a poder ser usado para certificação de conclusão do ensino médio por candidatos com 18 anos completos, desde que alcancem a pontuação mínima exigida em cada área do conhecimento e na redação.
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