Diário da Guanabara
  • Cidade
  • Colunistas
  • Mundo
  • Economia
  • Edições Online
  • Gente
  • Opinião
  • Política
  • D+NEWS
Nada encontrado
Ver todos os resultados
Diário da Guanabara
Nada encontrado
Ver todos os resultados
Home Brasil

Indígenas protestam na COP30 e cobram demarcação de terras e fim da mineração canadense

Ato ocorreu na retomada das negociações após o incêndio na Zona Azul e reforçou críticas ao decreto que prevê privatização de hidrovias na Amazônia.

Redação DGRJ Por Redação DGRJ
22/11/2025 - 16:59
em Brasil
Protestos indígenas ganham força na COP30 e pressionam por demarcações e mudanças ambientais

Bruno Peres/Agência Brasil

Enquanto as negociações ainda não haviam sido finalizadas, a COP30, realizada em Belém, voltou a ser palco de fortes mobilizações. Na manhã desta sexta-feira (21), indígenas ocuparam o corredor central da Zona Azul em um protesto que chamou a atenção de negociadores e observadores internacionais. O grupo reivindicou a demarcação de terras, manifestou apoio aos guarani kaiowá e criticou atividades de mineração conduzidas por empresas do Canadá em diversos países do continente, incluindo o Brasil.

A manifestação aconteceu justamente no momento em que a conferência retomava seus trabalhos, após o incêndio que atingiu parte dos pavilhões nacionais na quinta-feira (21), também na Zona Azul. Em cortejo com cantos tradicionais e cartazes, os indígenas pediram a retirada de empresas canadenses dos territórios originários e a revogação do Decreto nº 12.600/2025, que abre caminho para a privatização de empreendimentos hidroviários federais nos rios Madeira, Tocantins e Tapajós.

O ato ocorreu logo depois da Plenária dos Povos, organizada pela rede internacional Climate Action Network, que reúne mais de 1.300 organizações não governamentais de cerca de 130 países envolvidas em ações contra a crise climática.

Mobilizações marcam a conferência

A COP30 foi marcada por diversas manifestações populares que, segundo os organizadores, reuniram cerca de 50 mil participantes — entre representantes de povos tradicionais, agricultores, quilombolas, ribeirinhos e movimentos sociais. Um dos principais pedidos foi o de maior participação das comunidades nos espaços de decisão.

Leia Também

Prazo para estudantes inscritos automaticamente no Enem 2026 escolherem inglês ou espanhol termina neste domingo (18). Questionário socioeconômico também é obrigatório.

Enem 2026: prazo para escolher idioma termina neste domingo

16/10/2026 - 15:04
Cafés tradicionais estão usando mais conilon e menos arábica. Entenda o que mudou na mistura e como isso pode afetar a bebida.

Mudança no café brasileiro: clima e custos alteram mistura encontrada nas prateleiras

16/10/2026 - 11:43

No dia 12 de novembro, segundo dia da conferência, indígenas munduruku chegaram a ingressar na Zona Azul, mas foram retirados pela segurança. O grupo protestava contra a privatização de empreendimentos no Rio Tapajós e rechaçava o projeto da Ferrogrão, ferrovia que ligará o Mato Grosso ao Pará e que, segundo os manifestantes, provocará impactos sobre modos de vida tradicionais e pressionará territórios indígenas.

Dias após o episódio, lideranças munduruku foram recebidas pelo presidente da COP30, André Corrêa do Lago. Já o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou que o governo federal pretende realizar consulta prévia aos povos indígenas sobre o projeto da hidrovia no Tapajós.

Cúpula dos Povos e atos paralelos

Belém recebeu também a Cúpula dos Povos, evento paralelo considerado um dos principais espaços de mobilização da sociedade civil. A iniciativa reuniu cerca de 20 mil pessoas de 1,3 mil movimentos sociais para debater propostas de justiça climática. A abertura foi marcada por uma barqueata que levou aproximadamente 200 embarcações e 5 mil participantes às águas da Baía do Guajará.

Durante a Cúpula, movimentos denunciaram a ausência de participação popular na COP30 e defenderam a Palestina. Para as organizações, países e grandes decisores têm apresentado “falsas soluções” e medidas insuficientes para garantir o cumprimento da meta global de manter o aquecimento em 1,5°C, prevista no Acordo de Paris.

No campus da Universidade Federal do Pará (UFPA), outro grupo promoveu o “Funeral dos Combustíveis Fósseis”, denunciando os impactos ambientais associados ao petróleo, ao gás natural e ao carvão mineral. Elementos da cultura amazônica, como a figura da Boiuna, foram utilizados simbolicamente como abertura de caminhos para as lutas de povos tradicionais.

Marcha Mundial pelo Clima reúne 70 mil em Belém

A maior mobilização do período foi a Marcha Mundial pelo Clima, que tomou as ruas de Belém no sábado (15) e reuniu cerca de 70 mil pessoas. A manifestação expôs a diversidade cultural e social do povo amazônico e contou com a presença de representantes indígenas de toda a América do Sul, que unificaram discursos pela proteção dos territórios tradicionais e pela garantia de direitos.

Também durante a COP30, o Tribunal Autônomo e Permanente dos Povos contra o Ecogenocídio — entidade simbólica criada por movimentos sociais — divulgou uma sentença que condena Estados e grandes empresas por violações contra povos indígenas, quilombolas, comunidades tradicionais e a natureza.

Ao final da Cúpula dos Povos, a declaração oficial classificou como “falsas soluções” as medidas climáticas até então apresentadas e apontou o modelo econômico capitalista como responsável central pela crise ambiental, destacando que comunidades periféricas são as mais impactadas por desastres e racismo ambiental.

O cacique Raoni Metuktire incentivou a continuidade da mobilização. Em mensagem enviada aos participantes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a Cúpula dos Povos foi fundamental para fortalecer a COP30.

AldeiaCOP e cobrança por justiça

Os povos indígenas também tiveram espaço próprio na AldeiaCOP, que acolheu cerca de três mil pessoas, com apresentações culturais, feira de bioeconomia, debates e um espaço espiritual destinado a rituais de cura e práticas ancestrais.

Em marcha pelas ruas da capital paraense, lideranças cobraram responsabilização pelo assassinato de Vicente Fernandes Vilhalva Kaiowá, de 36 anos, morto com um tiro na cabeça em um ataque armado no município de Iguatemi, no Mato Grosso do Sul.

Compartilhe este conteúdo do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.

SIGA O DIÁRIO DA GUANABARA NO INSTAGRAM

Tags: #Amazônia#Belém#Clima#COP30#DemarcaçãoJá#Índigenas#JustiçaClimática#MovimentosSociais
Notícia anterior

Niterói oficializa Novembro Negro e fortalece políticas permanentes de igualdade racial

Próxima notícia

Executivos presos na Operação Compliance Zero são soltos; dono do Banco Master segue detido

Próxima notícia
Soltos executivos investigados na Compliance Zero; esquema no Banco Master pode ter movido R$ 12 bilhões

Executivos presos na Operação Compliance Zero são soltos; dono do Banco Master segue detido

RECENTES

PSD tenta garantir segundo turno no Rio. Entenda a ação no STF e a mudança na contagem que elegeu Douglas Ruas.

Eleição no Rio vai parar no STF após anulação de 274 mil votos

Por Redação DGRJ
16/10/2026 - 20:35

Programas de Lula e Flávio Bolsonaro apresentam diferenças sobre Amazônia, bioeconomia, demarcação de terras indígenas e autonomia de comunidades tradicionais.

Lula e Flávio Bolsonaro divergem sobre propostas ambientais

Por Redação DGRJ
16/10/2026 - 16:16

FMI projeta que o Brasil será a oitava maior economia do mundo em 2027, com PIB estimado em US$ 2,8 trilhões, à frente de Itália e Rússia.

Brasil pode chegar à 8ª maior economia do mundo em 2027, prevê FMI

Por Redação DGRJ
16/10/2026 - 15:16

Prazo para estudantes inscritos automaticamente no Enem 2026 escolherem inglês ou espanhol termina neste domingo (18). Questionário socioeconômico também é obrigatório.

Enem 2026: prazo para escolher idioma termina neste domingo

Por Redação DGRJ
16/10/2026 - 15:04

DESTAQUE DA SEMANA

Novo acesso facilita ligação entre Avenida Brasil e Via Dutra no Rio

Novo acesso entre a Avenida Brasil e a Via Dutra foi liberado no Trevo das Margaridas, no Rio, com uma nova rampa para facilitar o trânsito.
Por Redação DGRJ
11/10/2026 - 17:36

Motoristas que trafegam pela Avenida Brasil, no Rio de Janeiro, passaram a contar com uma nova ligação para acessar a...

Ler mais

COLUNISTAS

Rodrigo Bacellar em Mossoró: a Constituição não para na porta do presídio

Roberto Barbosa
14/09/2026 06:40

Entre o prazer e a felicidade: por que o comum passou a parecer pouco

Karoline Barbosa
07/06/2026 08:50

A beleza da atuação de Fernanda Torres e a injustiça nada poética do Oscar 2025

Francisco Neto Pereira Pinto
05/03/2026 05:27

Mangueira pode ter um dos maiores poetas do país como compositor no próximo Carnaval

Claudia Freitas
27/09/2025 08:50

Zé Pelintra: símbolo de resistência e espiritualidade nos cultos afro-brasileiros

Madame Satã
06/07/2025 07:58

Portugal está se abrasileirando? Cultura, Pix e tensões com imigrantes acendem debate

Pedro Barbosa
28/05/2025 09:05
Diário da Guanabara

Diário da Guanabara Ltda.
Rua São José, nº 40 — Edifício São José
Centro — Rio de Janeiro
CEP: 20010-020

Conheça o Diário da Guanabara
  • Cidade
  • Colunistas
  • Mundo
  • Economia
  • Edições Online
  • Gente
  • Opinião
  • Política
  • D+NEWS

Diário de Guanabara - Criação Web Tchê Digital

Nada encontrado
Ver todos os resultados
  • Cidade
  • Colunistas
  • Mundo
  • Economia
  • Edições Online
  • Gente
  • Opinião
  • Política
  • D+NEWS

Diário de Guanabara - Criação Web Tchê Digital

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In

Add New Playlist