Diário da Guanabara
  • Cidade
  • Mundo
  • Economia
  • Edições Online
  • Gente
  • Opinião
  • Política
  • D+NEWS
Nada encontrado
Ver todos os resultados
Diário da Guanabara
Nada encontrado
Ver todos os resultados
Home Brasil

Fiscalização resgata 89 trabalhadores em condições degradantes em fazendas de café em Minas Gerais

Operação encontrou falta de registro trabalhista, ausência de equipamentos de proteção e alojamentos precários em propriedades da Zona da Mata.

Redação DGRJ Por Redação DGRJ
29/07/2026 - 21:18
em Brasil
Fiscalização resgata 89 trabalhadores em condições degradantes em fazendas de café na Zona da Mata de Minas Gerais e cobra direitos trabalhistas.

Imagem: Reprodução/ Arquivo/MTE

Uma operação de fiscalização realizada em propriedades produtoras de café na Zona da Mata de Minas Gerais resultou no resgate de 89 trabalhadores que estavam submetidos a condições consideradas degradantes. A ação ocorreu em fazendas localizadas nos municípios de Alto Caparaó, Mutum e Santana do Manhuaçu.

A força-tarefa foi conduzida pela Auditoria-Fiscal do Trabalho, com participação do Ministério Público do Trabalho (MPT) e da Polícia Federal (PF). Durante as inspeções, foram identificadas irregularidades relacionadas aos contratos de trabalho, à segurança e às condições oferecidas aos funcionários.

De acordo com o auditor-fiscal Wallace Pacheco, os trabalhadores não possuíam registro formal e enfrentavam problemas tanto durante as atividades nas lavouras quanto nos alojamentos disponibilizados pelos empregadores.

Entre as irregularidades encontradas estavam a falta de equipamentos de proteção individual (EPIs), ausência de instalações sanitárias adequadas e condições inadequadas de acomodação.

Leia Também

Prazo para estudantes inscritos automaticamente no Enem 2026 escolherem inglês ou espanhol termina neste domingo (18). Questionário socioeconômico também é obrigatório.

Enem 2026: prazo para escolher idioma termina neste domingo

16/10/2026 - 15:04
Cafés tradicionais estão usando mais conilon e menos arábica. Entenda o que mudou na mistura e como isso pode afetar a bebida.

Mudança no café brasileiro: clima e custos alteram mistura encontrada nas prateleiras

16/10/2026 - 11:43

Em uma das propriedades, os trabalhadores precisavam recorrer ao mato para fazer suas necessidades devido à inexistência de banheiros apropriados nas áreas de trabalho. A fiscalização também encontrou homens e mulheres vivendo em alojamentos considerados incompatíveis com as condições mínimas de dignidade.

Direitos trabalhistas começam a ser pagos

Após a identificação das irregularidades, os empregadores foram obrigados a formalizar os vínculos e realizar a rescisão indireta dos contratos. O procedimento permite o encerramento da relação trabalhista por responsabilidade do empregador, garantindo aos funcionários o recebimento das verbas previstas em lei.

Até o momento, R$ 654.600 foram pagos em valores rescisórios aos trabalhadores. Uma diferença estimada em aproximadamente R$ 180.200 ainda está sendo discutida. O valor é contestado por um dos empregadores e deverá passar por análise mais detalhada da força-tarefa.

Duas propriedades fiscalizadas quitaram integralmente os valores calculados pelos auditores. Em outro caso, parte das quantias relacionadas às horas trabalhadas foi paga.

Caso o empregador não apresente documentos ou justificativas que comprovem a correção dos pagamentos, novas autuações poderão ser aplicadas e a situação poderá ser encaminhada ao Ministério Público Federal.

Empregadores podem responder por irregularidades

As propriedades também serão autuadas pelas infrações trabalhistas identificadas durante a fiscalização. Entre os problemas estão a ausência de registro dos funcionários, irregularidades relacionadas à remuneração e à jornada de trabalho e falhas nas condições de segurança e saúde ocupacional.

A força-tarefa também avalia a aplicação do artigo 149 do Código Penal, que trata da redução de trabalhadores à condição análoga à escravidão. A legislação considera situações como trabalho forçado, jornada exaustiva, condições degradantes e restrição da liberdade.

A pena prevista para esse crime é de dois a oito anos de reclusão, além de multa.

Infrações podem gerar multas

As condições encontradas nas propriedades também podem resultar em penalidades administrativas. De acordo com a fiscalização, irregularidades relacionadas à segurança do trabalho, como a falta de equipamentos de proteção e de instalações sanitárias, podem gerar multas individuais na faixa de R$ 3.500 a R$ 3.600.

Nos alojamentos, foram identificados problemas como falta de colchões, armários e camas adequadas, além de estruturas insuficientes para higiene pessoal.

Depois do julgamento dos autos de infração e do período destinado à apresentação de defesa pelos empregadores, as multas poderão ter redução de 50% caso sejam pagas dentro do prazo inicial previsto.

Além das penalidades financeiras, os responsáveis poderão ser incluídos no cadastro conhecido como “lista suja”, que reúne empregadores identificados submetendo trabalhadores a condições análogas à escravidão.

Trabalhadores receberão seguro-desemprego

Os 89 trabalhadores já deixaram as propriedades onde foram encontrados. Eles também foram cadastrados para receber o seguro-desemprego específico destinado a pessoas resgatadas de situações de trabalho análogo à escravidão.

A partir de agosto, cada beneficiário poderá receber seis parcelas equivalentes a um salário mínimo, desde que permaneça sem emprego ou outra fonte de renda que resulte na suspensão do benefício.

Os trabalhadores que haviam viajado de outros estados também tiveram o transporte de retorno para suas cidades custeado pelos empregadores. Entre os resgatados estavam pessoas provenientes da Bahia.

MPT propõe medidas para evitar novos casos

Como parte das ações para impedir que as irregularidades voltem a ocorrer, o Ministério Público do Trabalho apresentou termos de ajuste de conduta aos responsáveis pelas propriedades.

Duas empresas aceitaram os compromissos e deverão implementar mudanças para adequar suas práticas às normas trabalhistas. A terceira empresa não aderiu ao acordo e poderá ser alvo de uma ação civil pública por parte do MPT.

A representação sindical dos auditores-fiscais em Minas Gerais destacou que o caso demonstra a necessidade de manter fiscalizações regulares em atividades econômicas nas quais trabalhadores estão sujeitos a situações de maior vulnerabilidade.

A atuação conjunta de diferentes órgãos públicos é considerada fundamental para identificar violações, garantir o pagamento dos direitos e responsabilizar os empregadores.

Além das operações de fiscalização, os órgãos envolvidos defendem a adoção de medidas preventivas, a formalização dos contratos e o cumprimento das regras de saúde e segurança como instrumentos essenciais para impedir novas ocorrências de trabalho análogo à escravidão.

*Compartilhe este conteúdo do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro. 

SIGA O DIÁRIO DA GUANABARA NO INSTAGRAM

Tags: #AuditoriaFiscal#Brasil#Café#CombateAoTrabalhoEscravo#DireitosHumanos#DireitosTrabalhistas#Emprego#fiscalização#ListaSuja#MinasGerais#MPT#Notícias#PolíciaFederal#ResgateDeTrabalhadores#SegurançaDoTrabalho#TrabalhadoresRurais#TrabalhoAnálogoÀEscravidão#TrabalhoEscravo#TrabalhoRural#ZonaDaMata
Notícia anterior

Argentina descarta rompimento com Brasil apesar de divergências entre Milei e Lula

Próxima notícia

Brasil registra mais de 222 mil acidentes de trabalho nos primeiros meses de 2026

Próxima notícia
Brasil registra cerca de 222 mil acidentes de trabalho nos primeiros cinco meses de 2026, segundo dados da ANAMT baseados em informações do Ministério da Saúde.

Brasil registra mais de 222 mil acidentes de trabalho nos primeiros meses de 2026

RECENTES

PSD tenta garantir segundo turno no Rio. Entenda a ação no STF e a mudança na contagem que elegeu Douglas Ruas.

Eleição no Rio vai parar no STF após anulação de 274 mil votos

Por Redação DGRJ
16/10/2026 - 20:35

Programas de Lula e Flávio Bolsonaro apresentam diferenças sobre Amazônia, bioeconomia, demarcação de terras indígenas e autonomia de comunidades tradicionais.

Lula e Flávio Bolsonaro divergem sobre propostas ambientais

Por Redação DGRJ
16/10/2026 - 16:16

FMI projeta que o Brasil será a oitava maior economia do mundo em 2027, com PIB estimado em US$ 2,8 trilhões, à frente de Itália e Rússia.

Brasil pode chegar à 8ª maior economia do mundo em 2027, prevê FMI

Por Redação DGRJ
16/10/2026 - 15:16

Prazo para estudantes inscritos automaticamente no Enem 2026 escolherem inglês ou espanhol termina neste domingo (18). Questionário socioeconômico também é obrigatório.

Enem 2026: prazo para escolher idioma termina neste domingo

Por Redação DGRJ
16/10/2026 - 15:04

DESTAQUE DA SEMANA

Novo acesso facilita ligação entre Avenida Brasil e Via Dutra no Rio

Novo acesso entre a Avenida Brasil e a Via Dutra foi liberado no Trevo das Margaridas, no Rio, com uma nova rampa para facilitar o trânsito.
Por Redação DGRJ
11/10/2026 - 17:36

Motoristas que trafegam pela Avenida Brasil, no Rio de Janeiro, passaram a contar com uma nova ligação para acessar a...

Ler mais

COLUNISTAS

Rodrigo Bacellar em Mossoró: a Constituição não para na porta do presídio

Roberto Barbosa
14/09/2026 06:40

Entre o prazer e a felicidade: por que o comum passou a parecer pouco

Karoline Barbosa
07/06/2026 08:50

A beleza da atuação de Fernanda Torres e a injustiça nada poética do Oscar 2025

Francisco Neto Pereira Pinto
05/03/2026 05:27

Mangueira pode ter um dos maiores poetas do país como compositor no próximo Carnaval

Claudia Freitas
27/09/2025 08:50

Zé Pelintra: símbolo de resistência e espiritualidade nos cultos afro-brasileiros

Madame Satã
06/07/2025 07:58

Portugal está se abrasileirando? Cultura, Pix e tensões com imigrantes acendem debate

Pedro Barbosa
28/05/2025 09:05
Diário da Guanabara

Diário da Guanabara Ltda.
Rua São José, nº 40 — Edifício São José
Centro — Rio de Janeiro
CEP: 20010-020

Conheça o Diário da Guanabara
  • Cidade
  • Mundo
  • Economia
  • Edições Online
  • Gente
  • Opinião
  • Política
  • D+NEWS

Diário de Guanabara - Criação Web Tchê Digital

Nada encontrado
Ver todos os resultados
  • Cidade
  • Mundo
  • Economia
  • Edições Online
  • Gente
  • Opinião
  • Política
  • D+NEWS

Diário de Guanabara - Criação Web Tchê Digital

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In

Add New Playlist