A Polícia Civil investiga uma denúncia envolvendo o empresário Leandro Batista Nóbrega, proprietário do Frigorífico Goiás, após uma mulher trans relatar que teria sido contratada para um encontro sexual e que o episódio terminou em uma discussão. Segundo o relato apresentado às autoridades, o empresário não teria pago o valor combinado e teria feito ameaças durante o desentendimento.
O caso foi registrado em um boletim de ocorrência na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) no dia 15 de junho. Até o momento, a investigação segue em andamento e não houve confirmação de denúncia formal pelo Ministério Público nem indiciamento do empresário.
Segundo informações divulgadas pelo portal Metrópoles, a denunciante, identificada pelo nome fictício Aline, afirmou que foi procurada pelo empresário para um programa, mas que houve um conflito durante o encontro após uma divergência relacionada aos serviços solicitados.
De acordo com o relato, ela informou ao cliente que não realizava uma determinada prática mencionada durante a negociação. Após o fim do atendimento, a mulher afirmou que identificou o empresário como sendo o dono do Frigorífico Goiás e passou a questioná-lo sobre publicações feitas por ele nas redes sociais que, segundo ela, teriam conteúdo considerado transfóbico.
A discussão foi registrada em vídeo pela própria denunciante e apresentada como parte do material entregue às autoridades para análise. Conforme consta no boletim de ocorrência, ela afirma que o empresário teria deixado o local sem pagar os R$ 500 combinados pelo encontro.
A mulher também relatou ter recebido ameaças durante a discussão. Segundo a denúncia, após o episódio, Nóbrega teria oferecido uma quantia em dinheiro para impedir a divulgação das imagens gravadas. A denunciante afirmou que recusou a proposta e negou qualquer tentativa de extorsão por parte dela.
O empresário Leandro Batista Nóbrega ganhou projeção nacional por sua atuação nas redes sociais e por manifestações políticas associadas ao campo conservador. Ele ficou conhecido pela venda da chamada “Picanha do Bolsonaro” e por declarações públicas de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Com grande alcance nas plataformas digitais, Nóbrega costuma publicar conteúdos relacionados à política e já fez críticas direcionadas a pessoas trans e representantes da esquerda, incluindo a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP).
A Polícia Civil deverá analisar os documentos apresentados, os registros em vídeo e os depoimentos das partes envolvidas para esclarecer as circunstâncias do caso e definir os próximos passos da investigação.
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