A Amazônia brasileira registrou uma queda de 41,8% no desmatamento entre agosto de 2025 e julho de 2026, alcançando a menor taxa desde o início da série histórica, em 1988. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (16) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
Segundo o órgão, a redução está relacionada a um conjunto de estratégias de combate à perda de vegetação nativa, que inclui monitoramento por satélite, fiscalização ambiental, planejamento do uso da terra e incentivo a atividades econômicas sustentáveis.
O instituto também ressaltou a importância de mecanismos regulatórios e econômicos para fortalecer a preservação. Entre as medidas estão o financiamento de iniciativas sustentáveis, os incentivos à conservação da vegetação e a criação de condições ambientais que facilitem o acesso ao crédito rural.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou os números nas redes sociais e reafirmou a meta do governo de zerar o desmatamento ilegal no Brasil até 2030.
Preservação ambiental entra no debate eleitoral
A proteção da Amazônia voltou a ganhar espaço no debate eleitoral brasileiro. Lula e Flávio Bolsonaro apresentam propostas distintas para a política ambiental, especialmente sobre a relação entre conservação da floresta e desenvolvimento econômico.
Durante o governo de Jair Bolsonaro, entre 2019 e 2023, o desmatamento na Amazônia aumentou pelo menos 54%, segundo os dados citados no levantamento original. Naquele período, a política ambiental federal recebeu críticas de organizações ambientalistas, enquanto integrantes do governo defendiam a ampliação das atividades produtivas e o desenvolvimento econômico da região.
A divulgação dos novos índices coloca em evidência os resultados das ações de fiscalização e preservação, além dos desafios para manter a trajetória de queda nos próximos anos.
Governo mira fim do desmatamento ilegal até 2030
A meta anunciada por Lula é eliminar o desmatamento ilegal até 2030. Para alcançar esse objetivo, o governo aposta na continuidade do monitoramento por satélite, no cumprimento da legislação ambiental e no incentivo a atividades econômicas sustentáveis.
Apesar da redução registrada, a manutenção dos resultados dependerá da continuidade das medidas de fiscalização e conservação, além da capacidade de conciliar a proteção da floresta com as atividades econômicas desenvolvidas na região.
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