O depoimento do ex-companheiro da policial Gisele Alves Santana, prestado à Polícia Civil na sexta-feira (13), trouxe informações relevantes sobre a morte da vítima. De acordo com o advogado da família, José Miguel da Silva Junior, o homem afirmou que Gisele não apresentava tendências suicidas e que sua intenção era apenas se separar.
“Ele relatou que ela era uma moça que estava querendo se separar, que jamais agrediu o ex-marido e que tentou alugar uma casa sem sucesso, depois considerou voltar para a residência dos pais”, explicou o advogado.
O depoimento também confirmou que a filha do casal tinha medo de permanecer no apartamento com o então marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Neto, que registrou o caso como suicídio.
Os laudos necroscópicos do Instituto Médico Legal (IML) indicaram lesões contundentes na face e na região cervical de Gisele, compatíveis com pressão digital e arranhões feitos por unha, conhecidos como estigma ungueal.
O laudo final, datado de 7 de março, foi emitido após a exumação do corpo. Já o documento inicial, de 19 de fevereiro, mencionava lesões na lateral direita do rosto e pescoço.
O caso segue sob investigação, com o objetivo de esclarecer as circunstâncias da morte e avaliar a possível participação de terceiros.
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