O Comando Vermelho do Amazonas (CV‑AM) tem ampliado sua presença no Rio de Janeiro, operando de forma estruturada a partir de imóveis de luxo, segundo investigações policiais e relatórios de segurança pública. O modelo, comparado à expressão “home office do crime”, permite que líderes da facção coordenem operações à distância, dificultando a ação das autoridades.
Relatórios indicam que criminosos originários do Amazonas buscam refúgio em áreas nobres da cidade, utilizando apartamentos e casas como pontos estratégicos para comandar o tráfico e outras atividades ilícitas. A polícia tem mapeado essas operações e bloqueado bens ligados à facção, incluindo imóveis e valores milionários movimentados em esquemas de lavagem de dinheiro.
Especialistas em segurança pública afirmam que a expansão do CV‑AM para o Rio reflete uma tendência de facções regionais em atuar fora de seus estados de origem, aproveitando a infraestrutura e a maior oferta de imóveis e serviços para dificultar a ação policial. As autoridades reforçam operações de inteligência para conter a atuação da organização criminosa e identificar líderes que operam à distância.
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